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Missão portuguesa aguarda atribuição de missão pelas autoridades da Venezuela

Missão portuguesa chegou à Venezuela e aguarda atribuição de missão; inclui 64 operacionais e 23 toneladas de ajuda para buscas e socorro

Missão portuguesa embarcou para ajudar na Venezuela
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  • A missão portuguesa chegou à Venezuela para ajudar em buscas, salvamento e primeiros socorros e aguarda pela atribuição de missão pelas autoridades venezuelanas.
  • A Força Operacional Conjunta Portuguesa, com 64 elementos, chegou ao Aeropuerto Internacional de Maiquetía Simón Bolívar em dois voos da Força Aérea Portuguesa, aterragos às 13h15 e 14h50 (horas locais).
  • O grupo partiu de Beja na sexta-feira à noite e integra a Unidade Especial de Proteção e Socorro, Sapadores Bombeiros de Lisboa e INEM, com cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária.
  • O planeamento inicial prevê 10 dias de missão, com mais dois de reserva, alinhado com o tempo de atuação das forças internacionais no terreno.
  • O balanço oficial indica pelo menos 929 mortos, 3.360 feridos e 36 portugueses mortos ou lusodescendentes, além de 91 pessoas em situação de desaparecimento; a ONU aponta mais de 50 mil desaparecidos.

A missão portuguesa para ajudar nas buscas, salvamento e primeiros socorros, após os sismos na Venezuela, chegou ao país neste sábado. Está a aguardar pela atribuição de missão pelas autoridades venezuelanas, no âmbito do esforço internacional de resposta.

Os operacionais já descarregam material no Aeropuerto Internacional de Maiquetía Simón Bolívar, aguardando a atribuição de missão. A notícia foi divulgada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

A Força Operacional Conjunta (FOCON) de Portugal chega com 64 elementos, operando em dois voos da Força Aérea Portuguesa. O primeiro avião aterrou às 13h15 e o segundo às 14h50, hora local.

Composição e carga humana e material

Os voos partiram de Beja na sexta-feira à noite, integrando a Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, a ANEPC, Sapadores Bombeiros de Lisboa e INEM. A força conjunta concentra capacidades de busca, salvamento e apoio médico.

Pelo menos 23 toneladas de ajuda humanitária acompanham a missão, incluindo equipamentos de proteção, material de busca e salvamento, suprimentos médicos, tendas, geradores e alimentos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

José Ribeiro, segundo comandante nacional da ANEPC, indicou que os elementos da missão possuem vasta experiência em cenários de sismos. O planeamento prevê 10 dias de atuação, com mais dois de reserva, equiparando-se às forças internacionais no terreno.

Contexto internacional e balanço provisório

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram uma área a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e várias réplicas. O saldo oficial aponta pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos.

Entre as vítimas, contam-se pelo menos 36 portugueses e lusodescendentes, com 91 pessoas dadas como desaparecidas ou incontactáveis. A ONU aponta para mais de 50 mil pessoas em situação de desaparecimento.

Diversos países, incluindo Portugal, enviaram equipas de busca e salvamento para apoiar as operações na Venezuela, após os abalos que devastaram Caracas e a região de La Guaira.

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