- O Ministério Público acusa os dirigentes do Lar do Comércio, em Lisboa, de terem permitido a propagação da Covid-19 que resultou na morte de 18 utentes durante a pandemia.
- Segundo a acusação, os responsáveis não tomaram as medidas necessárias para evitar a transmissão, mesmo após o surgimento de casos na instituição.
- A investigação aponta negligência na gestão da crise sanitária, colocando em risco a vida dos utentes.
- O MP pede a condenação por homicídio por negligência e por crimes de omissão de auxílio; a audiência de julgamento ainda não tem data marcada.
- O Lar do Comércio tem sido alvo de críticas quanto às condições de higiene e cuidados durante a pandemia, com a justiça a buscar responsabilização dos responsáveis.
O Ministério Público acusou os dirigentes do Lar do Comércio, em Lisboa, de permitirem a propagação de Covid-19 que resultou na morte de 18 utentes durante a pandemia. Segundo a acusação, a instituição não adotou medidas de contenção adequadas após o surgimento de casos.
A investigação indicia que, ainda com conhecimento da situação, os responsáveis pelo lar não implementaram medidas eficazes para evitar a transmissão do vírus, contribuindo para o agravamento do surto e para o risco enfrentado pelos utentes.
A acusação aponta negligência na gestão da crise sanitária e pede a condenação por homicídio por negligência e por crimes de omissão de auxílio. A audiência de julgamento ainda não tem data marcada.
O Lar do Comércio acolhe idosos e pessoas com dificuldades de saúde, sendo alvo de críticas anteriores quanto a condições de higiene e cuidados durante a pandemia. Relatos de utentes que morreram acompanhados de forma inadequada têm sido mencionados na investigação.
A pandemia de Covid-19 causou a morte de milhares de idosos em lares, expondo falhas na gestão e fiscalização destas instituições. O processo visa apurar responsabilidades por negligência e omissão entre os responsáveis pelo lar.
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