- A National Portrait Gallery, em Londres, retirou a instalação de vídeo Persistence, da artista Helen Cammock, após controvérsia sobre o papel de Winston Churchill na fome de Bengala de 1943.
- A peça fazia parte de um projeto com nove artistas e tinha sido apresentada em setembro de 2025, com previsão de exposição até agosto de 2026.
- A instituição disse que o trabalho questionava a posição da galeria como guardiã de retratos de figuras célebres.
- O Telegraph classificou a referência a Churchill como incorreta, num artigo de 14 de junho.
- O historiador Andrew Roberts, apoiado por 50 membros da Câmara dos Lordes, pediu a retirada da obra; a artista acabou por retirar a instalação, afirmando não aceitar pressão para censurar a arte.
A National Portrait Gallery (NPG) de Londres retirou a instalação de vídeo da artista Helen Cammock, após polémica sobre a forma de retratar Winston Churchill na fome de Bengala de 1943. A peça fazia parte de um projeto sobre retratos com nove artistas. A obra foi apresentada em setembro de 2025 e deveria ficar até agosto de 2026.
A galeria justificou a retirada pela necessidade de clarificar a posição institucional frente a interpretações históricas controversas. O filme de 40 minutos prende-se com comparações entre Churchill e Oliver Cromwell, ao abordar fome na Índia durante o domínio colonial.
Contestação pública
O Chronicle The Telegraph criticou a referência a Churchill, classificando-a como incorreta numa análise de junho. Um grupo de historiadores, liderado por Andrew Roberts, pediu a remoção da obra em carta assinada por 50 membros da Câmara dos Lordes, incluindo Nicholas Soames.
Roberts sustenta que a fome de Bengala resultou de fatores económicos e naturais, não de uma decisão deliberada de Churchill. A defesa da NPG mantinha que a peça refletia reflexões pessoais dos artistas, sem subscrever opiniões.
Reação da artista e da instituição
Cammock disse que a pressão para silenciar artistas é uma ameaça à liberdade criativa. A galeria afirmou respeitar a decisão da artista de retirar a instalação, reconhecendo o desconforto causado e mantendo o direito à expressão artística.
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