- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as conversações na Suíça com responsáveis iranianos criaram uma boa base para um acordo final para pôr fim à guerra entre os Estados Unidos e Israel de um lado, e o Irão do outro.
- Responsáveis norte-americanos disseram haver progressos em várias frentes, incluindo mecanismos para manter o estreito de Ormuz aberto e para travar os combates entre Israel e militantes apoiados pelo Irão no sul do Líbano.
- O acordo provisório, assinado na semana passada pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, estabelece um prazo de 60 dias para negociar questões-chave, incluindo o programa nuclear do Irão.
- O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o estreito de Ormuz será gerido por Teerão, em conformidade com o direito internacional, e, a partir de Omã, fortaleceram-se contactos para assegurar a navegação.
- O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença de 60 dias que suspende sanções sobre o petróleo iraniano; o tráfego no estreito aumentou e os preços do petróleo recuaram.
Na Suíça, responsáveis intermédios dos EUA mantiveram conversações técnicas com altas autoridades iranianas após a partida de Vance, Ghalibaf e Arághchi, numa fase de aproximação entre ambos os lados para um acordo de fim da guerra.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que o contacto direto criou uma base sólida para um acordo final. As negociações incluem mecanismos para manter aberto o estreito de Ormuz e reduzir o confronto entre Israel e militantes apoiados pelo Irão no Líbano.
O acordo provisório, assinado pelos presidentes Trump e Pezeshkian, concede 60 dias para discutir o futuro do programa nuclear iraniano, entre outros temas. Teerão contesta críticas de uso militar, e o Irão quer manter a soberania sobre o estreito com respeito ao direito internacional.
Progresso e próximos passos
Vance abandonou a Suíça antes do encerramento das negociações técnicas, que prosseguem em Omã. Os iranianos, liderados por Ghalibaf, defendem que o estreito será gerido por Teerão, dentro do quadro legal internacional.
Ghalibaf, acompanhado por Arághchi, reuniu-se com o chefe da diplomacia de Omã, para assegurar a navegação segura e favorecer a reabertura do canal, com fluxo de navios a retomar gradualmente.
O Tesouro dos EUA emitiu uma licença de 60 dias suspensa para sanções ao petróleo iraniano, permitindo importação por parte dos EUA, que reduziu a pressão sobre o mercado.
O canal registou aumento de tráfego no fim de semana, com dezenas de navios a atravessarem Ormuz, apesar de a rota principal permanecer sob restrições. Os preços do petróleo oscilaram com a incerteza geopolítica.
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