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Militante do Chega admite que voltaria a ameaçar jornalista

Militante do Chega admite que voltaria a ameaçar o jornalista Pedro Coelho; julgamento realça impacto na liberdade de informação, com Nuno Pontes arrependido

Luc Mombito fotografou-se à entrada da sala de audiências e publicou imagem nas redes sociais
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  • Luc Mombito, militante do Chega e amigo do líder André Ventura, começou a ser julgado no Porto por ameaça e atentado à liberdade de informação.
  • afirmou no Tribunal de São João Novo que não cometeu crime ao enviar frases intimidatórias ao jornalista Pedro Coelho, autor da reportagem “A grande ilusão” transmitida pela SIC em 2021.
  • sublinhou que voltaria a fazê-lo, apenas com “outras palavras”.
  • o ex-segurança da noite da Invicta e agora assessor da Comissão Política Distrital do Porto do Chega, Nuno Pontes, é acusado dos mesmos crimes e mostrou-se arrependido do que escreveu.
  • Pontes é hoje assessor da Comissão Política Distrital do Porto do Chega.

O militante do Chega Luc Mombito iniciou no Tribunal de São João Novo, no Porto, o julgamento por alegados crimes de ameaça e atentado à liberdade de informação. O processo envolve também o jornalista Pedro Coelho, autor da reportagem A grande ilusão, da SIC, em 2021.

Durante a audiência, Mombito afirmou que não cometeu crime ao enviar frases intimidatórias ao jornalista. Disse ainda que voltaria a agir da mesma forma, mas com palavras diferentes, segundo a leitura das declarações em tribunal.

Ao seu lado, o ex-seguranca da noite do Porto e atual assessor da Comissão Política Distrital do Chega, Nuno Pontes, também responde aos mesmos crimes. Pontes mostrou arrependimento relativamente ao que escreveu, acrescentando que reconhece o impacto das suas palavras.

O caso é acompanhado pela equipa jurídica de defesa de Mombito, que sustenta a inexistência de prática criminosa, enquanto a acusação mantém a acusação de ameaça e violação da liberdade de informação. A verba probatória continua a ser apresentada.

O desfecho do julgamento ainda não é conhecido. O tribunal segue o cotejo de evidências e depoimentos, visando esclarecer a responsabilidade de cada arguido no episódio relacionado com a reportagem da SIC.

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