- As albufeiras públicas nacionais mantêm, pela segunda vez consecutiva, volumes de armazenamento na casa dos 90% (11.779 hm³ de 13.238 hm³ totais das 80 albufeiras monitorizadas pelo SNIRH).
- Neste Verão, a maioria das barragens está entre 80% e 100% de capacidade, com 59 das 80 albufeiras nesse intervalo.
- No Norte e no Sul do Tejo, os volumes estão equilibrados (aproximadamente 5.909,3 hm³ a norte e 5.772,1 hm³ a sul), destacando apenas Fratel e Belver com água em ambas as margens.
- Alqueva apresenta 3.709 hm³ (89%), abaixo do período homólogo do ano passado (4.015 hm³; 97%).
- Regiões do Sado e Algarve revelam aumentos significativos: Monte da Rocha subiu para 90%, Bravura para 95% e Santa Clara para 97%, levando a ABM a anunciar rega no Mira sem situação de contingência, com nova gestão hídrica para 2026.
Registo de albufeiras públicas em Portugal aponta para uma situação estável a norte e a sul do Tejo, com volumes de água na casa dos 90% pela segunda vez consecutiva. O conjunto de 80 albufeiras monitorizadas pelo SNIRH mantém capacidades de armazenamento entre 80% e 100% com uma média de 89% em meados de junho de 2026.
No total, as albufeiras nacionais tinham 11 779 hm3 de água armazenada, face aos 11 973 hm3 de junho de 2025. A capacidade total de encaixe destas estruturas é de 13 238 hm3. A distribuição entre norte e sul revela volumes próximos, sem grandes desvios relativamente ao período anterior.
Ao norte do Tejo, o volume agregado é de 5909,3 hm3; a sul, 5772,1 hm3. Exceções à contabilidade são Fratel e Belver, que ficam fora da contagem por estarem em diferentes albufeiras no leito principal do rio. Em comparação, Alqueva regista 3709 hm3 (89%), abaixo do ano anterior (4015 hm3, 97%).
Situação a Sul e novas dinâmicas de rega
Na bacia do Sado, dez albufeiras dão uma perspetiva estável entre 80% e 100% de água. Monte da Rocha sobe para 90% após anos com cotas aquém de 20%. Na região do Algarve, Bravura está perto da capacidade total, com 95% de água armazenada, enquanto Santa Clara atinge 97%.
A recuperação de Santa Clara altera o cenário de rega do Mira, permitindo um novo modelo de distribuição hídrica para 2026. A ABM comunicou que o perímetro de rega deixa de estar em situação de contingência, com restrições progressivamente levantadas conforme disponibilidade.
Entretanto, perenizam avisos sobre a gestão sustentável: o regime de rega em culturas permanentes e protegidas depende de aprovação prévia, com controlo de consumo e suspensão de fornecimento caso exceda o contratado. Os especialistas destacam que a água disponível pode durar entre ano e meio a dois anos, segundo a Federação Nacional de Regantes.
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