- A Polícia Judiciária deteve em Lisboa dois estrangeiros, suspeitos de burla qualificada através de meios informáticos, na operação “Token Out”.
- Os suspeitos, com 27 e 31 anos, foram indiciados por burla qualificada, uso indevido de cartões, falsificação informática, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, entre outros crimes.
- As vítimas eram enganadas por mensagens SMS que faziam passar comunicações de serviços como os CTT e o hipermercado Continente, levando-as a revelar dados de pagamento.
- Os alegados criminosos criavam “payment tokens” para comprar cartões pré-pagos de criptoativos (BitCards), que depois convertiam em criptomoedas para facilitar o ocultamento de fundos.
- Foram apreendidas várias criptomoedas (BNB, USDT, ASTER) e recolhidas provas, com um dos detidos em prisão preventiva e o outro sujeito a apresentações periódicas em esquadra.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve em Lisboa dois estrangeiros por suspeita de burla qualificada, praticada através de técnicas de captura de dados informáticos. A operação, designada Token Out, envolveu a Unidade Nacional de Combate à Cibercriminalidade e à Criminalidade Tecnológica.
Os suspeitos, com 27 e 31 anos, foram ouvidos em primeiro interrogatório judicial. Um deles ficou em prisão preventiva, o outro sujeito à medida de apresentações periódicas em esquadra. A investigação foca-se em crimes de burla qualificada, abuso de cartão, falsificação informática, cartões e branqueamento de capitais.
Entre 2024 e 2025, os indivíduos obtiveram dados de cartões bancários através de técnicas de smishing, com mensagens que simulavam comunicações dos CTT e do Continente. O objetivo era induzir as vítimas a revelar credenciais de pagamento.
A PJ indica que os detidos criavam payment tokens ilícitos para adquirir cartões pré-pagos de criptoativos (BitCards). Estes atuariam como instrumento de conversão de fundos ilícitos para criptoativos, facilitando a dispersão em redes blockchain.
No decurso da operação foram recolhidas provas e apreendidas várias criptomoedas (BNB, USDT, ASTER) localizadas no CASP Binance, sustentando os indícios sobre a prática dos crimes em investigação. A PJ não divulgou valores de benefício patrimonial.
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