- Célia Tavares, ex-namorada de José Sócrates, afirmou, em tribunal, ter recebido envelopes com dinheiro entregues pelo motorista João Perna, arguido no processo, entre 300 e 400 euros por entrega e cerca de 2 mil euros por transferência bancária.
- O dinheiro seria para pagar despesas pessoais associadas à casa e à faculdade, segundo o depoente, que também relatou 17 deslocações a Paris e o conhecimento de duas casas do ex-primeiro-ministro.
- Lígia Correia, companheira de José Sócrates, recusou responder ao coletivo de juízes devido à relação com o ex-primeiro-ministro e às informações já conhecidas.
- A audiência, conduzida pelo colectivo de juízes liderado por Susana Seca, foi interrompida quando Lígia Correia mudou de posição e afirmou pretender consultar um advogado.
- O tribunal decidiu adiar o depoimento de Lígia Correia para o dia 30 de junho; José Sócrates é um dos vinte e um arguidos no processo Operação Marquês.
Célia Tavares confirmou, em tribunal, ter recebido envelopes com dinheiro enviados pelo motorista de José Sócrates, João Perna, considerado arguido no processo. Os montantes foram entregues à porta de sua casa.
A testemunha indicou que os valores variavam entre 300 e 400 euros por entrega e que houve uma transferência bancária de cerca de 2 mil euros. O dinheiro seria para despesas pessoais ligadas à casa e à faculdade. Célia Tavares afirmou ainda que fez 17 viagens a Paris e conheceu duas casas do ex-primeiro-ministro.
Depoimento de Lígia Correia
Lígia Correia, companheira de José Sócrates, recusou responder aos juízes por manter relação com o ex-primeiro-ministro. Disse que vive com ele desde 2014, após ter iniciado uma relação em 2011, com interrupções. A sessão foi interrompida quando a testemunha quis consultar um advogado.
A audiência foi adiada para 30 de junho, após a decisão de Lígia Correia de alterar a posição inicial. José Sócrates é um dos 21 arguidos no processo da Operação Marquês.
Este desfecho mantém o foco na investigação sobre supostas irregularidades envolvendo o ex-primeiro-ministro e o seu círculo próximo, sem considerar conclusões ou julgamentos.
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