- O romance “O Século dos Imbecis” de Valter Hugo Mãe quebra modelos do romance realista através de uma linguagem cheia de metáforas.
- O autor coloca o microcosmo de uma aldeia como uma amostra da humanidade.
- O artigo foca na alegoria da caverna presente na obra e na forma como ela espelha a condição humana.
- Existe uma entrevista a Valter Hugo Mãe no Público, com o título “Andamos fascinados com a regressão a uma certa infantilidade”.
O Século dos Imbecis, novo romance de Valter Hugo Mãe, desfaz os moldes do romance realista através de uma linguagem rica em metáforas e imagens originais.
A obra apresenta o microcosmo de uma aldeia como espelho da humanidade, segundo a leitura crítica. O cenário reduzido funciona como amostra das dinâmicas sociais e das etapas da experiência humana.
A abordagem do livro recorre a alegorias para tratar temas universais, mantendo a aldeia como palco central da narrativa. O tom é de observação clínica, com foco na construção de significado a partir do cotidiano.
A relação entre autor e obra aparece também em entrevista publicada no Público, onde Valter Hugo Mãe comenta aspetos da ficção contemporânea, incluindo a fascinação por traços de infantilidade presentes em parte da sociedade.
A receção crítica aponta para uma ruptura com convenções tradicionais, destacando a densidade simbólica, o ritmo narrativo e a densidade poética como fatores que definem a identidade do romance.
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