- Suíça mobiliza mais de dois mil militares e restringe o tráfego aéreo à volta de Burgenstock para a assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão.
- A operação inclui apoio às autoridades civis e reforço da segurança na cerimônia, com a participação de altas figuras dos EUA, Irão, Paquistão e Qatar.
- As forças federais vão apoiar a polícia do cantão de Nidwalden na proteção de infraestruturas, vigilância, transporte e logística.
- O espaço aéreo ficará fechado num raio de 46 quilômetros entre os dias 18 e 20 de junho, com a Força Aérea Suíça a monitorizar o espaço aéreo.
- O memorando abre um processo negocial de sessenta dias entre Washington e Teerão, mediado também pelo Paquistão; persistem divergências sobre o alcance do acordo.
A Suíça vai mobilizar mais de 2000 militares para a assinatura, na sexta-feira, de um memorando de entendimento orientador de um possível acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão. O trabalho de segurança ocorrerá junto à montanha Burgenstock, às margens do Lago Lucerna, e inclui restrições temporárias ao tráfego aéreo na área circundante.
O Governo helvético explicou que o dispositivo de segurança, já aprovado pelo Conselho Federal, integra uma missão de apoio às autoridades civis. A ação complementa as medidas já previstas pelas autoridades locais para a cerimónia.
Segundo Berna, o cantão de Nidwalden solicitou apoio federal para assegurar a proteção do encontro. O evento contará com a presença de altos representantes dos Estados Unidos, do Irão, do Paquistão e do Qatar, segundo informaram as autoridades suíças.
Os militares destacados vão apoiar a polícia cantonal de Nidwalden, promovendo a proteção de infraestruturas, vigilância, reconhecimento, além de transporte e logística durante a cimeira.
O espaço aéreo ficará limitado num raio de 46 quilómetros em redor da Burgenstock entre 18 e 20 de junho. A Força Aérea Suíça vai reforçar a vigilância e a monitorização durante todo o período da cimeira, para garantir a segurança internacional.
O memorando de entendimento, que abre um processo negocial de 60 dias, marca o início de negociações para chegar a um acordo de paz definitivo entre Washington e Teerão. O anúncio foi feito pelo Paquistão no fim de semana, seguido pela confirmação dos governos norte-americano e iraniano.
O documento surge após mais de três meses de conflito no Médio Oriente, iniciado pela ofensiva de 28 de fevereiro contra o Irão. Persistem divergências sobre o alcance do acordo, com Teerão a alertar para potenciais violações decorrentes de ataques israelitas no Líbano.
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