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Petróleo cai para mínimo de três meses com possível reabertura de Ormuz

Petróleo cai abaixo de oitenta dólares por barril à medida que perspetiva a reabertura do estreito de Ormuz reduz receios de perturbações no abastecimento mundial

Arquivo - Veem-se tanques de petróleo vazios numa grande refinaria da BP em Gelsenkirchen, Alemanha, quarta-feira, 1 de abril de 2026.
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  • O Brent ficou abaixo de 80 dólares por barril, negociando a 78,37 USD, enquanto o WTI estava a 75,45 USD.
  • A perspetiva de reabrir o estreito de Ormuz até ao fim da semana, depois de um acordo de paz provisório entre Estados Unidos e Irão, alimenta o sentimento de recuperação do abastecimento.
  • O estreito tem estado encerrado desde o início da guerra no Irão, o que gerou a maior perturbação de oferta na história do mercado de petróleo.
  • A Agência Internacional de Energia afirma que o mercado pode demorar meses a retornar à normalidade, com dúvidas sobre a velocidade de recuperação da produção regional.
  • Na Europa, persiste a incerteza sobre a queda dos preços, dependente da redução dos seguros de risco de guerra e dos custos de fretamento, com atenção ao complexo de Ras Laffan (Qatar) para o gás natural liquefeito.

A volatilidade dos preços do petróleo tomou novo fôlego nesta quarta-feira, com o Brent a descer abaixo dos 80 dólares por barril pela primeira vez desde início de março. A queda ocorre na sequência de sinais de reabertura do estreito de Ormuz, após um acordo provisório entre EUA e Irão.

A perspetiva de retomar o tráfego no estreito diminuiu receios de perturbações no abastecimento do Golfo, importante região exportadora de crude. O Brent negociava pelos 78,37 dólares por barril e o WTI situava-se nos 75,45 dólares por barril, às 7h CET.

O estreito tem estado encerrado na prática desde o início da guerra no Irão, a 28 de fevereiro, o que levou o Brent a perto de 120 dólares e aumentou os preços globais. O negócio aponta que o estreito poderá ficar reaberto até ao final da semana, sem taxas de trânsito, conforme declaração de Washington.

Analistas destacam que a reabertura não garante recuperação rápida do mercado. A Agência Internacional de Energia (AIE) afirma que a maior perturbação de oferta é histórica, e a produção regional pode demorar meses a normalizar. Em Wall Street, persiste a cautela.

No exterior, persiste também a dúvida sobre a velocidade de recuperação da produção regional de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). Ras Laffan, no Qatar, continua a ser o maior polo de exportação de GNL, com atenção aos danos reportados nas instalações.

Europa e impacto

A Europa deve continuar sensível aos preços internacionais, já que importa between 80% e 85% do petróleo consumido. Mesmo com a eventual reabertura de Ormuz, o bloco não deverá regressar rapidamente aos níveis anteriores, devido a prémios de seguro de guerra e tarifas de fretamento de petroleiros elevados.

Comissário europeu para a Energia avisou que a normalidade não voltará rapidamente, ainda que o conflito termine. A redução dos preços depende também da queda dos custos de frete e dos seguros associados ao risco de guerra, componentes que influenciam o custo final do crude.

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