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BdP estuda base de dados de contas usadas em fraudes e phishing

BdP estuda criar base de dados de contas usadas em fraudes, como phishing, com a Estratégia de Pagamentos de Retalho 2030 a exigir pelo menos um meio de pagamento digital

Uso dos meios de pagamento electrónicos tem crescido, mas ainda não são dispobibilizados em todos os estabelecimentos
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  • O Banco de Portugal (BdP) colocou em consulta pública a Estratégia Nacional para os Pagamentos de Retalho 2030.
  • A estratégia destaca medidas de prevenção e mitigação da fraude nos pagamentos.
  • Entre as medidas está a eventual criação de uma base de dados de contas utilizadas para pagamentos indevidos.
  • Estas contas são usadas em fraudes como phishing e engenharia social para obter dados de acesso a contas bancárias.
  • A estratégia prevê ainda a possibilidade de impor às empresas a aceitação de pelo menos um instrumento de pagamento electrónico.

O Banco de Portugal (BdP) colocou em consulta pública a Estratégia Nacional para os Pagamentos de Retalho 2030. O foco é prevenir fraudes nos pagamentos, com várias ações previstas, incluindo a criação de uma base de dados de contas utilizadas para pagamentos indevidos.

A iniciativa destaca a possibilidade de registar contas usadas para fraudes, como phishing e engenharia social. Assim, ficam visíveis contas que criminosos exploram para obter credenciais e desviar saldos para outrosdigitos controlados por eles.

A estratégia regista ainda o re-impulsionamento de um tema antigo: a obrigação de as empresas aceitarem pelo menos um instrumento de pagamento eletrónico. A medida surge como parte de medidas para reforçar a segurança e a inclusão no sistema de pagamentos.

As ações visam melhorar a deteção e prevenção de fraudes, reduzir perdas e aumentar a resiliência do ecossistema financeiro nacional. O BdP comenta que as propostas vão ser alvo de participação pública até ao prazo definido na consulta.

A consulta pública decorre num contexto de crescente digitalização dos pagamentos e de ataques de fraude. O banco central pretende, com estas medidas, reforçar a proteção de consumidores e comerciantes.

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