- O Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República emitiu um alerta sobre uma campanha de phishing dirigida a clientes de bancos portugueses, que pode esvaziar as contas rapidamente.
- Os criminosos enviam SMS ou emails em massa, simulando avisos de transferências suspeitas e urgem a clicar num link para validar rapidamente a operação.
- Ao acederem à página falsa, as vítimas devem inserir dados pessoais e da conta, incluindo o número de telefone, o que permite o acesso às contas.
- Para contornar o segundo fator de autenticação, os burlões telefonam fingindo serem funcionários de cibersegurança do banco, usando dados obtidos para ganhar credibilidade.
- Em vez de anular a transferência, a vítima acaba por autorizar uma retirada para uma conta controlada pelos criminosos; a recomendação é ignorar as mensagens e, se forem partilhados dados, contactar o banco pelos canais oficiais.
O Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou para uma campanha de phishing dirigida a clientes de bancos em Portugal. O objetivo é aceder às contas e deixar os saldos a zero, com uso de engenharia social.
Os criminosos enviam SMS e emails em massa, simulando notificações de instituições bancárias. O alerta indica que o link na mensagem leva a uma página fraudulenta, idêntica à do banco, onde são solicitados dados pessoais e da conta, incluindo o número de telemóvel.
Para conferir credibilidade, os burlões contactam as vítimas por telefone, apresentando-se como funcionários de cibersegurança do banco e usando dados obtidos previamente para justificar a intrusão. Pedem confirmação para reverter movimentos suspeitos, exigindo o segundo fator de autenticação.
Como funciona o esquema
Ao obter o segundo fator, os criminosos simulam uma tentativa de anular um movimento e acabam por dar ordem de transferência para uma conta que controlam. A vítima recebe o código de autenticação e, sem perceber, entrega-o aos impostores, facilitando o desvio.
Recomendações da PGR
As mensagens e chamadas devem ser ignoradas e eliminadas sem responder. Caso os dados pessoais ou da conta tenham sido partilhados, a orientação é contactar o banco pelos canais institucionais habituais o mais cedo possível.
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