- Prevê-se um fundo privado de 300 mil milhões de dólares para estimular o investimento no Irão, com mais da metade já comprometida.
- O fundo só entrará em funcionamento após a assinatura de um acordo definitivo entre os EUA e o Irão, marcado para 19 de junho em Genebra.
- O mecanismo é independente de ajuda pública e envolve financiamento de empresas de várias regiões, incluindo Estados Unidos, Golfo, Ásia, América do Sul e África.
- Os investimentos devem abranger energia, logística, indústria transformadora e transportes, com o Irão a indicar que inicialmente pediu 400 mil milhões de dólares, montante rejeitado pelos EUA.
- O memorando de entendimento estabelece um prazo de 60 dias para definir o âmbito dos projetos e avançar para o acordo final.
O acordo entre Washington e Teerão prevê a criação de um fundo privado de 300 mil milhões de dólares para estimular o investimento no Irão. O montante já conta com compromissos superiores a 150 mil milhões de dólares em cinco regiões diferentes. O início de funcionamento depende da assinatura de um acordo definitivo.
Segundo fontes próximas do processo, o fundo terá natureza privada, sem verbas públicas nem subvenções diretas. Empresas sediadas nos EUA, no Golfo, na Ásia, na América do Sul e em África devem financiar o projecto, com investimentos nos setores de energia, logística, indústria transformadora e transportes.
Washington e Teerão preparam-se para assinar o documento, marcado para sexta-feira, 19 de Junho, em Genebra. As autoridades norte-americanas e iranianas já confirmaram ter finalizado o memorando de entendimento para pôr fim à guerra entre ambos, desencadeada em parte por ações dos EUA e de Israel.
O fundo destina-se a funcionar como incentivo económico para chegar a um acordo definitivo, aumentando a atratividade de compromissos entre as partes. O mecanismo é apresentado como independente de outras negociações, como o levantamento de sanções ou a libertação de activos iranianos no estrangeiro.
Do lado iraniano, a ideia do Fundo de Reconstrução e Desenvolvimento surgiu depois de ter sido rejeitado um pedido inicial de 400 mil milhões de dólares como compensação pelos danos da guerra. O Irão continua a sustentar a necessidade de reparações, ainda sem definição de montante final.
As promessas de investimento abrangem projetos de infraestruturas danificadas pela guerra, como o complexo siderúrgico Mobarakeh, refinarias, aeroportos e outras estruturas críticas. O plano visa, assim, facilitar empréstimos, linhas de crédito e financiamento direto da reconstrução.
O Irão, com uma das maiores reservas de gás natural e petróleo, enfrenta há décadas isolações financeiras e sanções internacionais. O fundo será gerido de forma independente de qualquer negociação paralela sobre sanções e libertação de activos congelados.
A divulgação inicial do acordo e do fundo não detalha a formatação de gestão nem os responsáveis pela administração. O memorando de entendimento terá a duração de 60 dias, período em que serão definidos o alcance dos projectos e os requisitos de elegibilidade.
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