- Fatoumata Diawara prepara-se para atuar diante de dezenas de milhares de pessoas num megafestival na Costa do Marfim, em Abidjan.
- Em entrevista para o canal digital ZOA, a cantora partilha com a juventude pan-africana das redes sociais como tudo começou.
- Em Abidjan, aos sete ou oito anos, Diawara disse ter sido sujeita a mutilação genital feminina e ter chegado a perder muito sangue.
- Nesse dia, a artista já tinha viagem, soundcheck e mais de uma hora de entrevistas pela frente, e ainda não tinha comido.
- A entrevista foi conduzida com as suas próprias mãos, segurando o microfone do canal ZOA.
Fatoumata Diawara, cantora maliana, está em Abidjan para um megafestival na Costa do Marfim. Entre soundchecks e entrevistas, a artista mantém o foco na preservação da sua identidade artística, segurando o microfone do canal ZOA com o selo de suas mãos.
Durante a preparação para o concerto, Diawara abriu espaço para falar de temas difíceis junto da juventude pan-africana nas redes sociais. O objetivo é partilhar experiências que perpassam a sua carreira e a vida pessoal.
Em conversa franca, a cantora descreveu um episódio traumático da infância, aos sete ou oito anos, quando foi submetida a uma mutilação genital feminina. O relato visa dar voz a uma realidade partilhada por muitas mulheres.
O relato integra-se na matriz da sua atuação pública, que mistura música, emergência social e ativismo. Diawara prepara-se para subir ao palco diante de dezenas de milhares de fãs, em contexto de festa e reflexão.
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