- Nuno Santos vivia numa moradia em Campolide, Lisboa, sem necessidade de trabalhar, com casa paga e filho num colégio privado de cerca de 800 euros mensais.
- O homem ficou conhecido como o “Uber da droga” devido aos clientes VIP que atraía nos últimos anos.
- Várias figuras públicas foram apanhadas em escutas a ligar repetidamente para o traficante, sinalizadas durante a investigação da PSP.
- As vigilâncias da PSP mostraram as mesmas pessoas a frequentarem a casa de Nuno Santos.
- A mãe do traficante funcionava como armazém de drogas na casa da família, chegando a fazer várias entregas de cocaína, cetamina, LSD e MDMA; o traficante foi condenado a cinco anos e meio de cadeia.
Nuno Santos, residente em Campolide, Lisboa, foi condenado a cinco anos e meio de prisão por tráfico de droga. O caso envolve uma rede ligada a clientes VIP que lhe garantiram uma vida cómoda, com casa paga e rendimentos de atividade criminosa. A investigação abrangeu vários anos.
O suspeito, apelidado pelos agentes da PSP de o ‘Uber da droga’, terá angariado clientes de alto nível que frequenteram o seu círculo. Durante a investigação, as escutas revelaram chamadas repetidas entre o traficante e figuras públicas, bem como visitas à casa em Campolide.
A mãe do arguido desempenhava papel fulcral, segundo os juízes, mantendo a residência da filha como armazém de droga. Relatórios indicam entregas de cocaína, cetamina, LSD e MDMA realizadas pela progenitora, num esquema que incluiu também viagens e rotinas de distribuição.
Operação e condenação
Nas vigilâncias da PSP, verificaram-se deslocações de potenciais clientes ao imóvel, bem como comunicação constante com o suspeito. O filho de Santos frequentava um colégio privado, com mensalidades que rondavam os 800 euros, refletindo o padrão de vida ligado às atividades ilícitas.
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