- A frase “Querer é poder” funciona como fio condutor da história da Avó, que guarda o recorte de uma publicidade antiga enquanto observa o tempo passar.
- A Avó, já idosa, corre entre caminhos — da estação dos comboios ao atalho do cemitério — deixando um pão com queijo numa caixa de eletricidade e questionando quem a rodeia.
- No comboio que atravessa o rio, a figura da Avó incentiva uma jovem a acreditar que pode tornar-se juíza, repetindo “Querer é poder” diante das circunstâncias.
- No escritório, a Avó faz o trabalho de limpeza enquanto observa as dinâmicas dos advogados, mantendo a ideia de que o esforço pode transformar destinos.
- A narrativa relembra a pobreza que ceifou vidas, incluindo o pai, e encerra com a ambição persistente da Avó de seguir estudando na Faculdade de Direito, repetindo que quer poder mais.
A obra apresentada segue uma mulher idosa que guarda na memória um recorte de jornal e a frase Querer é poder. O texto acompanha uma jornada que cruza o trajeto emocional com o quotidiano, entre imagens de família, trabalho e cidade.
A protagonista avança pela manhã, entre ruas, estação de comboios e um cemitério ao lado do caminho. Um homem à beira de uma caixa de eletricidade e o silêncio dos outros moradores servem de cenário à busca de sentido e de identidade.
No comboio, a narrativa mergulha no interior de centenas de cabeças, descrevendo o espaço comum com tom objetivo, quase clínico. A Avó encoraja a jovem juíza que ainda está por nascer, repetindo a ideia de que força pode mover o que parece imóvel.
Ao chegar ao escritório, a rotina se impõe: o piso, as baratas, a limpeza que mantém o local apresentável. A obra contrasta a dureza do ambiente jurídico com memórias de perdas familiares marcadas pela pobreza.
Ao longo do texto, surgem referências ao passado e a uma cidade que não revela plenamente o sol. A frase Querer é poder volta a emergir como motor narrativo, acompanhando o esforço para superar obstáculos.
No final, a peça mantém o foco na possibilidade de mudança through educação e trabalho. A história permanece marcada pela repetição de atos diários que, juntas, podem transformar destinos.
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