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APA aprova projecto de hidrogénio verde em Sines com condições ambientais

APA aprova projeto de hidrogénio verde em Sines sob condicionantes ambientais, impondo água reutilizável ou do mar para electrólise

O projecto prevê uma ligação a uma rede de infra-estruturas de transporte, armazenamento e distribuição, a desenvolver pela REN Gasodutos, para a criação do primeiro hub de hidrogénio verde, na Zona Industrial e Logística de Sines
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  • A Agência Portuguesa do Ambiente aprovou, com condicionantes, o projecto GreenH2Atlantic em Sines, considerado de Potencial Interesse Nacional.
  • A unidade de hidrogénio verde vai usar energia solar e eólica para a electrólise, com um electrolisador na escala de 100 megavatios.
  • A água para electrólise e refrigeração deve provir exclusivamente de Água para Reutilização (ApR) ou de água do mar; água superficial ou subterrânea para consumo humano não pode ser utilizada.
  • Cerca de trinta por cento do hidrogénio produzido será encaminhado para a refinaria de Sines da Galp, e o restante para a Rede Nacional de Transporte de Gás da REN Gasodutos.
  • O consórcio promotor é Hytlantic (EDP, Galp, Bondalti, Martifer, Vestas), com apoio da União Europeia, totalizando 92 milhões de euros, e a viabilidade depende da decisão final de investimento e de um conjunto de medidas de monitorização e restauração ambiental.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aprovou, sob condição, o projecto de hidrogénio verde GreenH2Atlantic, em Sines, no distrito de Setúbal. A decisão, com base na Declaração de Impacte Ambiental (DIA) emitida no fim de Maio, exige que a água para electrólise e refrigeração seja reutilizada ou obtida do mar. O projecto foi considerado de Potencial Interesse Nacional (PIN).

O consórcio promotor, Hytlantic, é liderado pela EDP e pela Galp e inclui a Bondalti, a Martifer e a Vestas. A unidade vai produzir hidrogénio por electrólise usando energia solar e eólica, com um electrolisador de 100 megawatts. Cerca de 30% do H2 destina-se à refinaria da Galp em Sines, o restante segue para a Rede Nacional de Transporte de Gás (REN Gasodutos).

A DIA estabelece mais de uma centena de medidas de minimização, com foco em recursos hídricos, meio marinho, biodiversidade e património cultural. Entre as obrigatórias estão monitorização ambiental, planos de emergência e gestão de ruído e poeiras durante a obra. A APA também exige gestão de habitats numa área de pelo menos 58,63 hectares.

Condicionantes ambientais

A APA especifica que o abastecimento de água para electrólise e refrigeração deverá ser realizado exclusivamente a partir de Água para Reutilização (ApR) ou água do mar. Água superficial e/ou subterrânea de consumo humano não pode ser usada na produção de hidrogénio.

O promotor indica que o projeto poderá avançar mediante a integração das recomendações da autoridade ambiental e a avaliação da viabilidade económica. A decisão final de investimento depende de condições regulatórias favoráveis ao hidrogénio verde.

A unidade prevê uma ligação à rede de transportes, armazenamento e distribuição pela REN Gasodutos, para criar o primeiro hub de hidrogénio verde em Sines. Caso essa rede não avance, pode haver um gasoduto dedicado até à refinaria de Sines e à rede de gás. O custo total inclui apoio da União Europeia de 92 milhões de euros.

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