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Bélgica: especialista partilha conselhos úteis para visitantes

Especialista destaca Bruxelas como destino subestimado que atrai turismo essencial para a economia, com 3,7 milhões de visitantes previstos em 2025

Principais conselhos de Angela Dansby: aproveitar os transportes públicos, evitar dizer 'French fries' e incluir caça a castelos na lista de desejos
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  • Estudo com 1.000 residentes de Bruxelas mostra que até 74,6% consideram a cidade subvalorizada como destino turístico; Bruxelas recebeu 3,7 milhões de visitantes em 2025, face a 3,71 milhões em 2024.
  • 79% dos inquiridos dizem que o turismo é essencial para a cidade, ajudando o comércio local e a economia.
  • A especialista Angela Dansby recomenda explorar castelos na Bélgica (cerca de 3.000 no país), com exemplos em Bouillon, Beloeil e Vêves.
  • Sugere ainda visitar Oostduinkerke para ver pescadores de camarão a cavalo (Património Cultural Imaterial da UNESCO) e explorar Hasselt e Ostende pela gastronomia e património.
  • Para viajar, usar a rede de transportes públicos (De Lijn, TEC, STIB), caminhar pelas Ardenas e Hallebos, e provar frites com maionese, perguntando aos locais.

A Bélgica ganha espaço na imprensa europeia como destino turístico subvalorizado, segundo um estudo da iVOX encomendado pela Ovide-Airbnb. Entre 19 municípios de Bruxelas, 74,6% dos 1.000 residentes entrevistados consideram a cidade subestimada como destino. O turismo tem, ainda assim, peso económico, com 3,7 milhões de visitantes previstos para Bruxelas em 2025, ligeiramente abaixo de 2024.

Angela Dansby, especialista em viagens e autora de um guia sobre o país, sustenta que a Bélgica é subestimada enquanto destino turístico. A jornalista, que vive na Bélgica desde 2015, visitou centenas de cidades para o seu guia de 200 páginas que reúne quase 100 locais com relevância cultural, patrimonial e gastronómica.

Oportunidade de networking global

A Bélgica alberga 11,9 milhões de habitantes e recebe visitantes de cerca de 180 nacionalidades, o que, para Dansby, reforça a recomendação de interagir com pessoas de várias partes do mundo, especialmente em Bruxelas. O guia de Dansby destaca uma riqueza de castelos como atrações emblemáticas do território.

Castelos e tradições

A região da Valónia, no sul, concentra exemplos como Bouillon, Beloeil e Veves, com destaque para Bouillon, que recebe cerca de 135 mil visitantes por ano e oferece vistas sobre a cidade medieval. Uma tradição UNESCO em preservação é a pesca do camarão a cavalo em Oostduinkerke, praticada há cerca de 500 anos, com visitas que retratam uma herança cultural imaterial.

Gastronomia de alto nível

A Bélgica destaca-se pela diversidade gastronómica, com muitas referências Michelin e uma elevada densidade de restaurantes com estrelas. Entre as sugestões da especialista estão uma experiência em Bruxelas, Antuérpia, Bruges e Knokke-Heist, bem como pratos locais como sauerbraten em Eupen. Liège aparece associada a cafés, almôndegas e waffles, enquanto Ghent é recomendada para o waterzooi e Ostende para marisco.

Além de Bruxelas

Para além da capital, Dansby aponta Hasselt, na Flandres, como destino com uma cena gastronómica vibrante, incluindo restaurantes com reconhecimentos Michelin. De Haan surge como cidade costeira de interesse histórico, enquanto Ploegsteert relembra a trégua de Natal de 1914. Árvores e trilhos destacam-se nas Ardenas e em Hallebos, locais ideiais para caminhadas.

Dicas práticas de viagem

Entre as recomendações, Dansby sugere evitar a expressão French fries em público e usar frites, acompanhadas de maionese, como forma de respeitar a tradição local. O país oferece uma rede de transportes públicos robusta, com De Lijn na Flandres, TEC na Valónia e STIB em Bruxelas. Caminhar pela região também é incentivado, especialmente em cenários como Ardenas, Ostbelgien e Hallebos, onde os tapetes de jacintos aparecem na primavera.

O guia de Dansby resulta de uma década de experiência na Bélgica, onde obteve cidadania dupla. A autora afirma ter crescido a paixão pelo país e pela cultura belga, mantendo-se fiel ao equilíbrio entre património, gastronomia e vida local. O material, apresentado como um convite a explorar sem pressa, reforça a ideia de que a Bélgica pode ser um destino essencial no roteiro europeu de qualquer viajante.

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