- Os Estados bálticos precisam de mais radares antidrone para melhorar a deteção e resposta a drones, diante de incursões no flanco leste da NATO.
- Especialistas alertam que falhas de equipamento e de pessoal em toda a Europa podem atrasar o preenchimento de lacunas críticas na defesa aérea.
- A competição pelo mesmo material — radares, capacidades de guerra eletrónica e tecnologias de drones — está a criar listas de espera, custos elevados e longos prazos de entrega.
- A prioridade é ampliar radares de curto e muito curto alcance para seguir drones com mais precisão, já que radares de longo alcance podem perder o rasto aos alvos que voam devagar e baixo.
- O sistema Boltnet permite partilhar deteção entre Estónia, Letónia e Lituânia, mas é necessário integrar mais atores no terreno e equilibrar investimentos entre radares, sensores adicionais e outras tecnologias, como lasers de alta energia.
As incursões de drones ao longo do flanco leste da NATO aumentaram a pressão sobre os Estados Bálticos para reforçarem as defesas aéreas. Analistas dizem que a lacuna de meios na Europa pode atrasar respostas a aviation drones.
Especialistas destacam que a capacidade industrial e a disponibilidade de pessoal limitam as melhorias. O acordo de fornecimento de radar, guerra eletrónica e tecnologias de drones é competitivo entre poucos fabricantes.
O foco dos bálticos é reduzir dependência de radares de longo alcance, que por vezes perdem drones que voam baixo e devagar. A detecção exige sensores de seguida, neutralização e uma arquitetura integrada de informação.
A protecção envolve o Boltnet, rede de vigilância que coordena dados entre Estónia, Letónia e Lituânia e com a NATO. Ainda assim, é preciso integrar mais atores no terreno para melhorar a resposta.
Desafios de aquisição e tecnologia
A produção de sistemas de radar pode demorar até 24 meses, dizem especialistas. A Europa enfrenta escassez de sensores acústicos, eletro-ópticos e infravermelhos, o que agrava a corrida por equipamento.
A escassez de quadros técnicos também limita a implementação operacional. Países pequenos dependem de formação especializada e de uma força de trabalho qualificada para colocar as soluções em prática.
A prioridade passa por radares de curto alcance, que ajudam a identificar drones com maior precisão. Contudo, nenhum país consegue garantir cobertura total e constante contra todas as ameaças.
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