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Bailarina e atriz Lily Neves morre aos 94 anos

Morreu aos 94 anos, em Lisboa, a bailarina, atriz e encenadora Lily Neves, uma das primeiras a atuar na televisão portuguesa

Morreu a bailarina e atriz portuguesa Lily Neves aos 94 anos
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  • Morreu, em Lisboa, Lily Neves aos 94 anos, anunciando pela Academia Portuguesa de Cinema e da Apoiarte – Casa do Artista.
  • Bailarina, atriz e encenadora, foi uma das primeiras atrizes a trabalhar na televisão portuguesa.
  • Nasceu a de 18 de fevereiro de 1932, em Molelos, Tondela, e formou-se no Conservatório Nacional.
  • A sua carreira incluiu cinema, teatro e televisão, com participações em séries como O Tio Simplício (1958) e O Grande Industrial (1959).
  • Em 2024, ainda participou na série Matilha (RTP); atuou em várias peças e espetáculos ao longo de décadas, em Portugal e Angola.

A bailarina, atriz e encenadora Lily Neves morreu aos 94 anos, em Lisboa, informou a Academia Portuguesa de Cinema e a Apoiarte – Casa do Artista. A notícia foi divulgada este sábado, com referência à morte ocorrida na sexta-feira de manhã.

Nascida a 18 de fevereiro de 1932 em Molelos, Tondela, Lily Neves frequentou o Conservatório Nacional, onde concluiu os cursos de bailado e de atuação. Integrou o Círculo de Iniciação Coreográfica, dirigido por Margarida de Abreu, e estreou-se como atriz ainda como aluna.

Iniciou a carreira no Teatro Estúdio do Salitre e no Teatro Nacional D. Maria II, participando na peça Um Chapéu de Palha de Itália no Teatro Apolo. Foi uma das primeiras artistas a atuar na televisão portuguesa, surgindo em teleteatro e em séries como O Tio Simplício (1958) e O Grande Industrial (1959).

Trajetória no teatro e na televisão

Ao longo dos anos 60, Lily Neves manteve atividade em várias plataformas. Esteve em A TV Através dos Tempos (1965) e em diversos trabalhos televisivos como A Coelhinha Confeiteira (1965) e O Príncipe que aprendeu tudo nos livros (1966). Em 1968-1973 integrou a Companhia Teatral de Angola, atuando em Luanda.

A atriz participou em cinema a partir de 1952 com Os Três da Vida Airada, de Perdigão Queiroga, e esteve em títulos como O Cerro dos Enforcados (1954) e Zaragatas (1961). Em teatro, atuou em A Ratoeira de Agatha Christie, na primeira versão representada em Portugal (1960), ao lado de João Villaret e Ruy de Carvalho.

Entre os anos 50 e 60, Lily Neves também trabalhou em peças de Renascença como Rei Lear (1955) e Noite de Reis (1957), além de espetáculos de revista. Participou ainda em peças infantis, como E a Lua viu Tudo (1954), onde foi protagonista.

Ao longo da sua carreira, colaborou com nomes de referência, encenou espetáculos infantis, integrou o elenco de radio-teatro e manteve ligações com várias companhias teatrais, incluindo os Parodiantes de Lisboa, com quem trabalhou durante 25 anos.

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