- Quatro metros abaixo da esplanada da praça em frente à catedral de Notre-Dame, arqueólogos revelam camadas que vão desde a Paris medieval até Lutécia, a cidade romana.
- O projeto de requalificação pretende tornar a praça mais fresca e verde, com cerca de 160 árvores, soluções de arrefecimento e áreas sombreadas, com conclusão prevista para 2028.
- Entre os vestígios aparecem estruturas merovíngias e carolíngias, um denso bairro romano e centenas de artefactos, incluindo jarros, copos e cerâmica, algumas peças encontradas intactas.
- Foi encontrada uma moeda do século IV com a efígie do imperador Constantino, que ajuda a datar as camadas onde surgiu o achado.
- A obra, que transformará o espaço, está a decorrer sob a vigília de arqueólogos, enquanto turistas já acompanham o avanço e a curiosidade sobre a cidade subterrânea persiste.
Quatro metros abaixo da esplanada que rodeia Notre-Dame, arqueólogos trabalham numa escavação associada à requalificação da praça. O objetivo é criar um espaço mais fresco e verde, com árvores, para enfrentar as temperaturas locais. A obra vem após a reabertura da catedral no final de 2024, após o incêndio de 2019.
A equipa revela camadas de história que remontam a Lutécia, a Paris romana, passando pela Paris medieval, com vestígios merovíngios e carolíngios. No terreno, emergem estruturas antigas que indicam um bairro intenso antes do período romano. O local é tratado como memória histórica a preservar.
Entre os artefactos, destacam-se jarros, copos e cerâmicas, algumas preservadas em estado quase intacto. A presença de uma moeda do século IV com a efígie de Constantino ajuda a datar as camadas. Fragmentos com marcas vermelhas no interior mantêm-se por decifrar.
Descobertas e objetivos
As escavações já renderam várias caixas de artefactos e mostram que o sítio fica próximo à superfície, com vestígios acessíveis a poucos centímetros de distância. Técnicos asseguram que as descobertas podem influenciar o entendimento histórico da área.
Requalificação da praça
O projeto prevê cerca de 160 árvores e sistemas de arrefecimento para reduzir o calor no verão. As obras devem prolongar-se até 2028, com a prioridade a conservação de vestígios enquanto o espaço urbano se transforma.
A equipa aguarda aprofundar os trabalhos, com planos para explorar ainda mais fundos, em busca de traços gauleses, anteriores aos romanizados. A intervenção cultural e urbana visa manter Notre-Dame como cenário vivo da cidade.
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