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Drones militares redefinem o conflito entre Ucrânia e Rússia

Drones de combate redefinem o conflito: Kiev usa ataques intermédios a 20–200 km da frente para pressionar a retaguarda russa e cortar fornecimentos

Militar controla um drone FPV da empresa "General Cherry" num campo de treinos na Ucrânia, em 4 de dezembro de 2025
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  • Drones estão a redefinir a guerra na Ucrânia, com mais de 22 mil missões robóticas na linha da frente nos primeiros três meses de 2026, segundo o presidente Volodymyr Zelenskyy.
  • Kiev tem vindo a realizar ataques intermédios entre 20 e 200 quilómetros da frente, visando depósitos de munições e combustível e postos de comando russos para pressionar a logística inimiga.
  • A Ucrânia lançou ataques de longo alcance contra infraestrutura na Rússia, incluindo a região de Moscovo, e afirma ter atingido 15 refinarias russas entre janeiro e maio de 2026, agravando a crise de combustível no país.
  • A defesa ucraniana contra drones manteve uma taxa de interceção de cerca de 90%, com mais de 1,5 mil drones interceptores recebidos diariamente pelas Forças Armadas desde 7 de janeiro; interceptores são muito mais baratos que os drones que combatem.
  • O foco desloca-se também para acordos de drones e capacidades antibalísticas: a Ucrânia assinou acordos com países do Golfo e procura um grande acordo de drones com a União Europeia, enquanto persiste uma lacuna na defesa antibalística, com o patrulha Patriot sendo escasso e caro.

A Ucrânia tem usado drones para alterar o ritmo da guerra com a Rússia, tanto na defesa como na ofensiva. Em ataques recentes, Moscovo lançou dezenas de mísseis balísticos contra cidades ucranianas, numa escalada que mostra a persistência da ameaça russa e a resposta tecnológica de Kiev.

A estratégia de Kiev envolve ataques intermédios e de longo alcance que visam depósitos de munições, combustível e commandos russos. As autoridades ucranianas descrevem estes movimentos como uma pressão logística que complica o funcionamento das operações russas na retaguarda.

Segundo o presidente Volodymyr Zelenskyy, as forças ucranianas realizam mais de 22 000 missões com sistemas robóticos terrestres no primeiro trimestre de 2026. A rede de defesa contra drones tem permitido poupar recursos e reduzir baixas humanas.

Drones e operações em curso

Ucrânia opera entre 20 a 200 quilômetros da frente, fortalecendo ataques que desorganizam a logística russa e inibem a coordenação de defesa. Zelenskyy aponta que o número de ataques a distâncias superiores a 20 quilômetros quase duplicou entre março e maio de 2026.

A ofensiva de longo alcance visa infraestrutura petrolífera da Rússia, reduzindo a capacidade de refino e pressionando o Kremlin. Kiev afirma ter atingido 15 refinarias russas entre janeiro e maio de 2026, contribuindo para uma crise de combustível no país.

Interceptação de drones e custos

A Ucrânia tem desenvolvido uma defesa aérea multifásica contra drones, com intervencionistas móveis, guerra eletrónica e interceptores nacionais. Desde 7 de janeiro, são recebidos mais de 1 500 drones interceptores por dia, destinados a neutralizar drones Shahed.

Os interceptores ucranianos custam entre 1 000 e 4 000 euros, muito mais baratos que os drones Shahed, que variam entre 25 000 e 50 000 euros. Este desequilíbrio de custos influencia as escolhas estratégicas de Kiev.

Parcerias e interesse internacional

Desde o início da guerra, a Ucrânia assinou acordos de drones com países do Golfo e tem explorado um grande acordo de drones com a União Europeia. O objetivo é ampliar capacidades de interceptação e de ataque sem depender de sistemas caros.

A Rússia já tem utilizado drones iranianos Shahed em larga escala desde 2022. A taxa de intercepção de drones pela Ucrânia ronda os 90%, segundo Kiev, mantendo a defesa aérea como área crítica da guerra.

Perspetivas

A lacuna continua a ser um sistema antibalístico completo, ainda dependente de mísseis Patriot para mitigar mísseis balísticos russos. Zelenskyy mantém a pressão internacional para fortalecer defesas antibalísticas na UE e nos EUA.

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