- Milhares de pessoas manifestaram-se em Tirana contra um projeto de estância de luxo ligado a Jared Kushner, genro do ex-presidente dos EUA.
- A Affinity Partners pretende transformar zonas costeiras protegidas em Vjosa-Narta, em Zvernec, e na ilha de Sazan num vasto complexo hoteleiro.
- A Procuradoria Especial Anticorrupção abriu uma investigação, após alertas de ONG sobre riscos para a biodiversidade e para as rotas migratórias de aves.
- O primeiro-ministro albanês, Edi Rama, afirmou que o projeto não avançará em áreas classificadas e que a proposta final, bem como o estudo de impacto ambiental, ainda não foram entregues.
- Mesmo assim, escavadoras começaram, no início de maio, a abater pinhal na zona de Vjosa-Narta para abrir acessos à construção, gerando protestos contínuos.
Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Tirana para rejeitar um projeto de estância de luxo ligado a Jared Kushner, genro do ex-presidente dos EUA. A iniciativa da Affinity Partners prevê hotéis em zonas costeiras protegidas da Albânia, numa área em Zvernec e na ilha de Sazan.
A autoridade anticorrupção albânica abriu uma investigação sobre o caso, após alertas de organizações ambientais. Aok aponta riscos à biodiversidade local e às rotas migratórias de aves caso o projeto avance sem salvaguardas.
O primeiro-ministro Edi Rama afirmou aos deputados que o projeto não avançará em zonas classificadas, e que o estudo de impacto ambiental não está concluído. Escavadoras, contudo, já começaram a demolir pinhais na zona de Vjosa-Narta.
Protestos e contexto
Os protestos tiveram início em maio, com vedações de arames farpados a impedir o acesso à praia em Vjosa-Narta. Residentes e turistas ficaram impedidos de aceder à área, aumentando a indignação pública.
No domingo, ativistas manifestaram-se frente a edifícios governamentais, pedindo a suspensão das obras e a demissão do chefe do governo. Circulou nas redes sociais um vídeo alegadamente mostrando a retirada de um ativista.
Ponto de situação
Fontes oficiais garantem que a proposta final e o respectivo estudo de impacto ambiental ainda não foram entregues. A situação permanece sob escrutínio, com monitorização de autoridades e organizações civis.
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