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Carris tenta sair por cima de processo que prejudica a marca

Carris procura sair por cima após o acidente do elevador da Glória, que já causou 16 mortes e investigações por negligência e incumprimentos

Calçada da Glória, onde ocorreu o acidente com o Elevador da Glória no dia 3 de Setembro 2025
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  • A Carris está a trabalhar para sair por cima de um processo relacionado com o elevador da Glória, que feriu a imagem da empresa em Lisboa.
  • O presidente da Carris, Rui Lopo, afirmou que a prioridade é cooperar com as autoridades e apurar a realidade do que aconteceu.
  • O cargo de presidente do Conselho de Administração da Carris já foi ocupado por Rui Lopo após a renúncia do anterior CA, em consequência do relatório preliminar que apontou falhas na manutenção e na supervisão do serviço.
  • A Polícia Judiciária (PJ) realizou buscas na sede da Carris, num inquérito que corre em segredo de Justiça e investiga homicídio por negligência e violação de regras de segurança, envolvendo a Carris e a empresa MAIN.
  • O acidente do elevador da Glória, em setembro de 2025, provocou 16 mortes e mais de 20 feridos; as investigações envolvem a manutenção do elevador e a atuação da empresa subcontratada.

O elevador da Glória, em Lisboa, sofreu um grave acidente em setembro de 2025, com 16 mortes e mais de 20 feridos. A Carris está envolvida pelo contexto, já que a investigação aponta falhas na manutenção e na supervisão executada pela empresa prestadora do serviço, a MAIN.

O presidente da Carris, Rui Lopo, afirmou aos jornalistas que a empresa trabalha para sair por cima no processo, mantendo plena cooperação com as autoridades. Lopo destacou que as ações visam preservar a identidade da Carris na cidade de Lisboa.

A mudança na gestão da Carris ocorreu após a renúncia do anterior conselho de administração, alinhada ao relatório preliminar do GPIAAF que apontou falhas na manutenção e na supervisão do trabalho da empresa subcontratada.

Investigação em curso

Na sexta-feira, a Polícia Judiciária realizou buscas na sede da Carris, em Santo Amaro, na sequência das diligências relacionadas com o acidente. O processo continua sob segredo de justiça, com a PJ a investigar homicídio por negligência e violação de regras de segurança, envolvendo cargos da Carris e da MAIN.

O Ministério Público confirmou que as buscas visaram recolher provas relevantes para apurar as causas do descarrilamento do elevador, que resultou na tragédia. As autoridades continuam a auscultar detalhes técnicos e periciais para sustentar o inquérito.

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