- O Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos 14 arguidos na operação Águas Turvas, que investiga corrupção na Águas de Gaia.
- O MP também solicitou a suspensão de funções e proibição de contactos para cinco suspeitos, e uma caução mínima de 100 mil euros para outros cinco, com proibição de contacto entre si e com os restantes.
- O número de detidos aumentou de 13 para 14; os arguidos permaneceram no TIC do Porto, onde decorreram os primeiros interrogatórios.
- A investigação, já com cerca de dezessete meses, envolve um esquema económico-financeiro entre empresários do setor privado e funcionários da Águas de Gaia com poderes decisórios na contratação pública.
- Alegadamente, funcionários detidos teriam manipulado dezenas de contratos para adjudicação ao mesmo empreiteiro, em troca de dinheiro, electrodomésticos, jantares, férias, obras em casa e consultas médicas.
O Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos 14 arguidos na operação Águas Turvas, que investiga um alegado esquema de corrupção na Águas de Gaia (ADGaia). A medida visa desmoronar as práticas consideradas criminosas, segundo o MP. Além disso, o MP pediu a suspensão de funções e proibições de contacto para cinco suspeitos e cauções de 100 mil euros para os outros cinco. Os detidos permanecem em silêncio no TIC do Porto.
A investigação, que já dura cerca de 17 meses, envolve alegadamente uma rede entre empresários do setor privado e funcionários da ADGaia com poderes decisórios na contratação pública. O objetivo seria favorecer um empreiteiro específico em dezenas de contratos, mediante contrapartidas diversas.
De acordo com a PJ, os funcionários da ADGaia detidos manipulavam contratos para adjudicar a mesma empresa, recebendo dinheiro e vantagens como electrodomésticos, compras, jantares, férias e obras em casa. O objetivo seria assegurar ganhos para o grupo envolvido.
Medidas de coação solicitadas
O MP propõe a prisão preventiva para quatro arguidos, por considerar que a medida é essencial para interromper as práticas. Para os cinco restantes, recomenda a suspensão de funções e a proibição de contactos com outros arguidos e com dirigentes da ADGaia.
Situação processual e próximos passos
Para os cinco demais arguidos, o MP pediu uma caução não inferior a 100 mil euros, com a proibição de contactos entre si e com os demais suspeitos. Um deles deverá ficar também impedido de sair do país e terá de entregar o passaporte. O juiz do TIC deverá decidir sobre as medidas entre segunda e terça-feira.
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