- A Nova Capital Administrativa do Egipto fica a 45 quilómetros a leste do Cairo e foi construída em cima do deserto.
- O projeto fotográfico é do espanhol Manuel Alvarez Diestro, que voltou a fotografar o país depois de cerca de quinze anos.
- A série destaca a relação entre construção, território e transformação geológica, com imagens que parecem arqueologia de ficção científica.
- As estruturas são retratadas como protótipos futuristas que emergem da areia, em vez de simples edifícios funcionais.
- O conjunto foca momentos de transição e instabilidade, com traços de construção visíveis através do terreno alterado e de infraestruturas inacabadas.
A Nova Capital Administrativa do Egipto, situada a 45 quilómetros a leste do Cairo, tornou-se o foco de uma série fotográfica. O projeto mostra as estruturas erguidas sobre o deserto, em imagens que parecem modelos suspensos na paisagem. O autor é o fotógrafo espanhol Manuel Alvarez Diestro, que já viveu no país há mais de uma década.
A obra colhe uma visão diferente da cidade em construção, valorizando a relação entre construção, território e transformação geológica. As imagens remetem a uma arqueologia de ficção científica, onde edifícios aparecem mais como protótipos do que como estruturas concluídas. O registo expõe momentos de transição e instabilidade, com obras inacabadas e paisagens fragmentadas a emergirem do terreno.
Perspectiva do projeto
Diestro já explorou temas semelhantes no seu projeto Living with the rocks, que documenta a interação entre deserto e arquitetura no Egipto, Omã, Irão e Espanha. A nova série amplia esse foco, ao questionar o impacto da grande obra urbanística sobre o ambiente desértico e a geografia local.
Também afloram outras obras do fotógrafo
Em trabalhos anteriores, o autor captou as escadas de Santander, equipamentos de ar condicionado em fachadas e monólitos espalhados pelo mundo. Estas imagens compõem uma linha de estudo que verifica como elementos da infraestrutura influenciam a percepção do espaço urbano.
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