- As bolsas europeias abriram em alta e o Brent caiu para 92,5 dólares por barril, com o WTI a 87,40 dólares.
- O recuo do petróleo reflete o otimismo quanto a um prolongamento do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, por mais 60 dias.
- Um acordo preliminar para prolongar o cessar-fogo foi alcançado na quinta-feira, sujeito à aprovação do presidente norte-americano, Donald Trump.
- Os investidores acompanham a possível reabertura do estreito de Ormuz, que continua quase fechado; a abertura poderia aliviar curto prazo no mercado petrolífero.
- Na Europa, ações sobem orientadas pela inflação nas quatro maiores economias da zona euro e pela perspetiva de subida de juros pelo Banco Central Europeu, com os índices europeus em ganho e o dólar/yen em movimento.
O preço do petróleo recuou e as bolsas subiram após notícias de que os Estados Unidos e o Irão teriam chegado a um acordo preliminar para prolongar o cessar-fogo. A perspetiva de uma desescalada duradoura do conflito alimentou o sentimento positivo nos mercados. O acordo ainda depende da aprovação do presidente norte-americano, Donald Trump, e não foi confirmado publicamente pelo Irão.
As ações europeias abriram em alta, com o foco nos dados de inflação das quatro maiores economias da zona euro e nas decisões futuras do BCE, face a uma inflação que se mantém acima da meta de 2%. O Brent negociava abaixo de 93 dólares por barril, enquanto o WTI caía para perto de 87,5 dólares.
Desempenho de petróleo e reabertura do estreito de Ormuz
O Brent desceu mais de 1% na sessão, aproximando-se de 92,5 dólares por barril, e o WTI situava-se em 87,40 dólares. Analistas destacam que, mesmo com o otimismo, o restabelecimento da oferta de petróleo pode levar tempo. O estreito de Ormuz mantinha-se essencialmente encerrado, impedindo uma normalização rápida das trocas.
O responsável norte-americano explicou que o acordo preliminar impede que o Irão imponha taxas aos navios no estreito, enquanto os EUA avaliam uma retirada gradual de restrições aos portos iranianos. O cenário sugere uma flexibilização gradual das sanções, dependendo do cumprimento das partes.
Reação dos mercados europeus e globais
O Euro Stoxx 50 iniciou o dia em alta de cerca de 0,5%, com ganhos moderados em Londres e Frankfurt. Paris registou avanço de 0,6%, Milão 0,4%, acompanhando a tendência positiva das praças europeias.
Entre os ganhos corporativos, destacaram-se Siemens Energy, Infineon Technologies e Rheinmetall. Em França, a notícia sobre a comparticipação de medicamentos para perda de peso impulsionou atenção no sector farmacêutico, refletindo-se no aumento de ações de empresas do sector.
Noutros mercados, Tóquio registou subida relevante após dados de inflação de May, com o Nikkei a avançar 1,8%. Em Seul, o Kospi subiu 2,3%, e em Hong Kong o Hang Seng ganhou 0,4%, enquanto Xangai fechou em baixa de 0,2%.
Perspectivas e governança de política monetária
Investidores acompanham com cautela as evoluções do cessar-fogo, reconhecendo que a normalização da oferta de petróleo pode demorar. A agenda europeia passa pela próxima reunião do BCE, marcada para 11 de junho, quando se espera maior orientação sobre novas subidas de juros face à inflação elevada.
Wall Street terminou a sessão anterior em alta, com o S&P 500 a atingir novo máximo histórico, o Dow Jones estável e o Nasdaq a subir. Entre os destaques corporativos estiveram Dollar Tree, com resultado acima do esperado, e Kohl’s, que divulgou números positivos.
O dólar manteve-se acima de 159 ienes no câmbio de início de sessão, com o euro a situar-se em torno de 1,1646 dólares. O ouro registou ganho, cotando-se perto de 4.553 dólares por onça.
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