- A defesa de Jonathan Andic apresentou um vídeo de Isak Andic a cair, gravado a 20 de fevereiro de 2024, alegando que a osteoartrite nos joelhos do empresário poderia reduzir o tempo de reacção numa queda.
- A peça aponta que a queda em Montserrat, a 14 de dezembro de 2024, não revela ferimentos compatíveis com um tombo de 100 metros, como defendido pela polícia.
- Os advogados indicam que a deterioração do equilíbrio por osteoartrite pode explicar a ausência de reacção durante a queda, e anexaram um relatório de biomecânica que sustenta que a queda pode ter ocorrido sem intervenção de terceiros.
- A Mossos d’Esquadra mantém a tese de homicídio, argumentando que as circunstâncias não correspondem a um escorregão simples, e que testemunhas contestam a ideia de que a doença afastaria a possibilidade de exercício.
- Após ter sido detido, Jonathan Andic saiu em liberdade mediante fiança; a investigação também envolve mensagens sobre alterações de testamento e fundação, com a Mango a apoiar publicamente o filho e a sua inocência, enquanto ele se afastou temporariamente da vice-presidência executiva.
A defesa de Isak Andic, filho do fundador da Mango, divulgou imagens de Isak a cair dez meses antes da queda que o vitimou nas montanhas de Barcelona. Segundo os advogados, o vídeo mostra que o empresário não reagiria adequadamente a uma queda, contrariamente ao que sustenta a polícia catalã.
A autópsia não descreve ferimentos compatíveis com uma queda de 100 metros. A defesa sustenta que a osteoartrite nos dois joelhos diminuía o tempo de reação, o que poderia explicar a incapacidade de amortecer a queda.
No vídeo de fevereiro de 2024, Isak é visto a tropeçar junto à entrada de um edifício da Mutua Universal, em Barcelona, assistido por um funcionário. A defesa afirma que a queda pode ter ocorrido sem intervenção de terceiros e que o equilíbrio foi afetado pela doença.
A polícia Mossos d’Esquadra mantém dúvidas sobre a causa da morte, questionando a teoria do escorregão. Testemunhas indicam que a doença não impedia Isak de caminhar ou exercitar-se, o que alimenta a hipótese de análise de homicídio.
Além disso, a investigação aponta que Jonathan Andic, filho do fundador, esteve várias vezes na montanha na semana anterior à caminhada com o pai e foi detido, mas libertado mediante fiança de um milhão de euros. As autoridades avaliam uma possível premeditação.
Mensagens entre Jonathan e Isak revelam tensões sobre questões financeiras, incluindo uma possível alteração de testamento para criar uma fundação em honra do pai. Isak aceitou a caminhada como tentativa de reconciliação, que não se concretizou.
João Andic afastou-se temporariamente do cargo de vice-presidente executivo da Mango, mantendo-se na defesa de sua inocência. O processo segue sob avaliação dos procuradores da Catalunha, com decisão pendente sobre a acusação formal.
A Mango confirmou apoio a Jonathan Andic, afirmando confiança na resolução rápida do caso. A empresa mantém uma trajetória positiva, com foco no crescimento económico, enquanto o processo legal decorre.
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