- O Supremo Tribunal decidiu, por cinco votos a favor e quatro contra, a favor de Terry Pitchford no caso da sua condenação à morte por alegado envolvimento no assassinato de um proprietário de loja.
- Pitchford alegava ter sido condenado por um júri racialmente enviesado; o júri no Mississippi era composto por onze jurados brancos e apenas um negro.
- O juiz Brett Kavanaugh escreveu a opinião do conjunto, dizendo que o processo sofreu falhas, como confusão, omissões ou uma seleção de jurados apressada.
- O presidente do Supremo, John Roberts, alinhou‑se com Kavanaugh, acompanhado pelos três juízes liberais.
- Ainda não está claro o que pode acontecer a seguir; o juiz Neil Gorsuch, que votou vencido, sugeriu que o Estado pode defender a manutenção da condenação ou, se anulada, realizar novo julgamento.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu, por cinco votos a favor e quatro contra, a favor de Terry Pitchford, condenado à morte pela alegação de participação no assassinato de um proprietário de loja no Mississippi. A decisão baseou-se em questões relacionadas com o júri, incluindo o processo de seleção e possíveis vieses.
A opinião majoritária, redigida pelo juiz Bret Kavanaugh, sustenta que houveram falhas no julgamento que podem ter influenciado o veredito. O presidente John Roberts e os três juízes liberais acompanharam a linha traçada por Kavanaugh. O caso envolve um júri composto por 11 pessoas brancas e apenas uma pessoa negra.
Não está claro o que pode acontecer a seguir no caso de Pitchford. O dissidente Neil Gorsuch sugeriu que o Estado pode defender a manutenção da condenação e, se este for anulada, poderá haver novo julgamento no nível estadual. Pitchford foi representado por Joseph Perkovich, que atuou em defesa junto do Supremo.
Doug Evans, antigo procurador envolvido no caso, havia dispensado quatro jurados negros durante o julgamento de Pitchford. Dados demográficos indicam que as pessoas negras representam mais de 37% da população do Mississippi. As consequências da decisão ainda dependem de ações futuras do Estado.
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