- O empresário António Mota, suspeito de lucrar com adjudicações diretas viciadas nas Águas de Gaia, é descrito pela investigação como uma “máquina multibanco” de diretores e funcionários da Câmara.
- Com o seu cartão de crédito, pagou jantares de marisqueiras, compras no El Corte Inglés e estadias no estrangeiro com tudo incluído.
- Chegou a custear a viagem ao Brasil da namorada de um funcionário para visitar a família.
- Em troca, Mota determinava os termos e preços das adjudicações, alegadamente feitas à medida para a sua empresa.
O empresário António Mota, suspeito de lucrar milhões de euros com adjudicações diretas viciadas nas Águas de Gaia (ADGaia), está no centro de uma investigação. A acusação aponta para um alegado papel de controlador do processo de contratação na Câmara Municipal de Gaia.
Segundo as informações em investigação, Mota utilizava o seu cartão de crédito para financiar jantares em marisqueiras, compras no El Corte Inglés e viagens com tudo incluído. Também terá custeado a viagem ao Brasil da namorada de um funcionário, para que esta pudesse visitar a família.
Em troca, a empresa de Mota seria favorecida com termos e preços ajustados nas adjudicações. A investigação aponta para uma relação de dependência entre diretores, funcionários da autarquia e a empresa do empresário.
Investigação
As autoridades não têm ainda dados sobre data concreta de operações ou o alcance total do alegado esquema. O caso envolve dirigentes e trabalhadores da Câmara de Gaia e a respectiva concessionária das águas.
Os lucros presumidos com as adjudicações e as vantagens recebidas pelo empresário são objeto de análise por parte da polícia judiciária e do Ministério Público. A investigação continua em curso.
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