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Corrupção na Águas de Gaia envolve dinheiro, refeições e obras

Polícia Judiciária detém treze pessoas, incluindo diretora e ex-diretor, na operação ligada à Águas de Gaia, com envelopes de dinheiro, viagens e obras como moeda de troca

Vários inspetores da Polícia Judiciária entraram na empresa às 09h00
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  • A Polícia Judiciária do Porto realizou a operação Águas Turvas, com 13 detidos.
  • Funcionários da empresa municipal Águas de Gaia foram fotografados a receber envelopes com dinheiro.
  • O esquema envolvia pagamentos em viagens a Marrocos e Itália, refeições caras, obras em casa, num galinheiro e num frigorífico de 390 euros.
  • Sete funções da equipa, incluindo uma diretora e um ex-diretor, são suspeitas de terem sido corrompidas pelo empresário da construção António Santos Mota.
  • Foram efetuadas trinta buscas durante a operação.

A Polícia Judiciária (PJ) do Porto deteve 13 pessoas na operação Águas Turvas, realizada na terça-feira. A mira é uma alegada rede de corrupção que terá a Águas de Gaia no centro, com várias entregas de valores e favores.

Entre os detidos constam sete funcionários da empresa municipal, incluindo uma diretora e um ex-diretor. A investigação aponta para pagamentos ilícitos em troca de favorecimentos a um empresário da construção civil, António Santos Mota.

A investigação visa a ligação entre viagens a Marrocos e Itália, refeições pagas, envelopes com dinheiro, e obras em habitações, incluindo uma casa, um galinheiro e um frigorífico de 390 euros. A PJ realizou 30 buscas durante a operação.

Quem trabalha no setor público e em empresas municipais figura entre os suspeitos, com o objetivo de esclarecer o eventual incentivo a contratos ou obras. As autoridades não divulgam detalhes adicionais em termos de prejuízo económico.

A operação teve a colaboração de autoridades locais e mantém-se em curso para confirmar a extensão das ligações entre os suspeitos e o empresário. O processo está a ser encaminhado para o Ministério Público.

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