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Preços do petróleo recuam com expectativa de acordo de paz com o Irão

Preços do petróleo caem mais de cinco por cento com esperança de acordo de paz com o Irão, apesar da cautela do presidente dos Estados Unidos e do bloqueio do Estreito de Ormuz

Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas a economia mundial continua a ser abalada pelo quase bloqueio do estreito de Ormuz
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  • Os preços do petróleo caíram mais de 5% na abertura desta segunda-feira, em meio à expectativa de um acordo de paz entre os EUA e o Irão.
  • O barril de Brent, do Mar do Norte, caiu 5,14%, fixando-se em 98,22 dólares, e o petróleo WTI desceu 5,21%, para 91,57 dólares.
  • As quedas ocorreram apesar de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicaram cautela e a continuidade do bloqueio aos portos iranianos até conclusão do acordo.
  • O conflito no Médio Oriente começou a 28 de fevereiro após ataques dos EUA e de Israel ao Irão, com impactos que se estendem a grande parte da região.
  • Um cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos está em vigor desde 8 de abril, mas o estreito de Ormuz continua a influenciar o comércio de hidrocarbonetos.

Dois-três parágrafos iniciais de texto para contextualizar o assunto, sem subtítulo ainda.

O preço do petróleo caiu mais de 5% nas primeiras negociações desta segunda-feira, alimentado pela esperança de um acordo de paz entre EUA e Irão para encerrar a guerra no Médio Oriente. As cotação de referência mostraram quedas acentuadas ao final da noite de domingo, hora de Lisboa.

Brent, da região do Mar do Norte, chegou a recuar 5,14%, para 98,22 dólares por barril, enquanto o WTI, nos EUA, caiu 5,21%, para 91,57 dólares. As variações foram reportadas pela agência France-Presse, com base em operações de mercado.

O presidente norte-americano, Donald Trump, indicou que pediu aos seus representantes para não apressarem um acordo, afirmando que o tempo joga a favor dos EUA. O bloqueio a portos iranianos manter-se-ia até que um acordo fosse concluído, certificado e assinado, na leitura de fontes próximas da administração.

Desencadeado a 28 de fevereiro por um ataque americano e israelita ao Irão, o conflito estendeu-se à região, envolvendo países vizinhos e movimentos aliados, com impacto direto nas cadeias de fornecimento de energia. Milhares de mortos foram registados, sobretudo no Irão e no Líbano.

Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril entre o Irão e os EUA, mas a economia global continua exposta ao risco associado ao estreito de Ormuz,via de passagem de uma parcela significativa do petróleo mundial. O estreito tem registado interrupções e tensões associadas ao conflito.

Contexto e desdobramentos

O mercado segue atento a qualquer evolução diplomática que possa desbloquear fluxos de hidrocarbonetos pela região. Analistas afirmam que qualquer acordo duradouro poderá reduzir a incerteza geopolítica e influenciar as cotações a médio prazo.

A situação no terreno permanece volátil, com ações militares esporádicas e declarações políticas que afetam a percepção de risco. A comunidade internacional continua a monitorizar a evolução das negociações entre as partes envolvidas.

  • A situação económica global continua dependente de evoluções diplomáticas e de eventuais sanções ou desbloqueios logísticos que possam afetar o trânsito de petróleo pelo Golfo.
  • Observadores destacam que a estabilidade regional é determinante para margens de lucro e investimentos no setor energético.

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