- Os Emirados Árabes Unidos aceleraram a sua agenda regional, aumentando a concorrência com a Arábia Saudita no contexto da guerra no Irão.
- Os EAU tornaram-se aliados de Israel, aproximando-se do país no eixo regional.
- Os aliados históricos dos Estados Unidos, incluindo os EAU, procuram não ficar na sombra de Riade.
- Durante três meses de conflito, os Emirados foram o país do Golfo mais atacado pelo Irão, com cerca de 550 ataques com mísseis balísticos e 2.200 ataques com drones, até ao início do cessar-fogo.
- O rearranjo de interesses no Médio Oriente gera implicações ainda por perceber.
A guerra no Médio Oriente acelerou a agenda dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e intensificou a concorrência com a Arábia Saudita. O foco está nos alinhamentos regionais e na posição estratégica do país do Golfo diante de uma conjuntura volátil.
Os EAU, historicamente próximos dos Estados Unidos, passam a aproximar-se cada vez mais de Israel. O movimento acontece num contexto em que Abu Dhabi procura consolidar influência, sem abandonar relações com parceiros tradicionais.
Para além disso, o conflito tem colocado os EAU numa posição de destaque face aos outros actores do Golfo, num cenário de reconfiguração de alianças que envolve liderança regional, economia e segurança.
Desde o início dos combates, os EUA mantêm-se como parceiros, mas a instituição de uma aliança mais próxima com Israel tornou-se uma referência na estratégia de Abu Dhabi, segundo analistas. O país do Golfo registou centenas de ataques iranianos na região, com milhares de ações entre mísseis e drones.
Entre na conversa da comunidade