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Conflito no Irão acelera agenda de Abu Dhabi e concorrência com Riade

Os Emirados Árabes Unidos aceleram a agenda estratégica e concorrem com a Arábia Saudita, aproximando-se de Israel após a guerra, com mais de 550 mísseis e 2.200 drones usados

O Presidente dos EUA, Donald Trump, com o Presidente dos Emirados, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, durante um encontro em Abu Dhabi, em Maio do ano passado
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  • Os Emirados Árabes Unidos aceleraram a sua agenda regional, aumentando a concorrência com a Arábia Saudita no contexto da guerra no Irão.
  • Os EAU tornaram-se aliados de Israel, aproximando-se do país no eixo regional.
  • Os aliados históricos dos Estados Unidos, incluindo os EAU, procuram não ficar na sombra de Riade.
  • Durante três meses de conflito, os Emirados foram o país do Golfo mais atacado pelo Irão, com cerca de 550 ataques com mísseis balísticos e 2.200 ataques com drones, até ao início do cessar-fogo.
  • O rearranjo de interesses no Médio Oriente gera implicações ainda por perceber.

A guerra no Médio Oriente acelerou a agenda dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e intensificou a concorrência com a Arábia Saudita. O foco está nos alinhamentos regionais e na posição estratégica do país do Golfo diante de uma conjuntura volátil.

Os EAU, historicamente próximos dos Estados Unidos, passam a aproximar-se cada vez mais de Israel. O movimento acontece num contexto em que Abu Dhabi procura consolidar influência, sem abandonar relações com parceiros tradicionais.

Para além disso, o conflito tem colocado os EAU numa posição de destaque face aos outros actores do Golfo, num cenário de reconfiguração de alianças que envolve liderança regional, economia e segurança.

Desde o início dos combates, os EUA mantêm-se como parceiros, mas a instituição de uma aliança mais próxima com Israel tornou-se uma referência na estratégia de Abu Dhabi, segundo analistas. O país do Golfo registou centenas de ataques iranianos na região, com milhares de ações entre mísseis e drones.

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