Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ex-diretora financeira afirma que 760 mil euros foram retorno de adiantamento

Ex-diretora financeira afirma que transferências eram devolução de dinheiro adiantado; MP requer perda de 760 mil euros a favor do Estado

Tribunal de Aveiro
0:00
Carregando...
0:00
  • Ex-diretora financeira, de 53 anos, está a ser julgada em Aveiro por desviar 760 mil euros de duas empresas de Águeda; enfrenta acusações de abuso de confiança, falsificação de documentos, burla informática e burla qualificada.
  • A arguida afirmou que realizou várias transferências para contas próprias, alegando que eram o “retorno” do dinheiro que tinha adiantado, sem autorização para esses movimentos.
  • Explicou que fazia as transferências para ajudar a empresa quando não havia liquidez, reconhecendo que o dinheiro não era seu.
  • Admitiu usar o cartão bancário para fazer levantamentos destinados a despesas da empresa, bem como da sua família, justificando dificuldades pessoais que justificariam o comportamento.
  • O processo inclui bens pessoais adquiridos com dinheiro da empresa, como mobiliário avaliado em 225 mil euros; o marido é cúmplice, e o Ministério Público solicita a perda de 760 mil euros a favor do Estado.

A ex-diretora financeira de duas empresas de Águeda enfrentou, nesta quarta-feira, em Aveiro, um julgamento por alegadamente desviar 760 mil euros. O MP acusa-a de abuso de confiança, falsificação de documentos, burla informática e burla qualificada, com o marido também a responder como cúmplice.

Segundo a acusação, a arguida transferiu dinheiro das contas das empresas para as suas contas pessoais, além de usar o cartão de uma das sociedades para levantar fundas e pagar despesas pessoais. O montante alegadamente obtido é de 760 mil euros, valor que o MP pediu para ser declarado perdido a favor do Estado.

A arguida reconheceu ter efetuado várias transferências para contas de que era titulares, justificando-as como o retorno do dinheiro que tinha adiantado às empresas. Afirmou que as operações visaram ajudar as empresas quando faltava tesouraria, admitindo, porém, que não tinha autorização para as transferências.

Relativamente à segunda sociedade, admitiu ter usado o cartão para levantamentos que serviram tanto despesas da empresa como pessoais. A arguida explicou que a vida familiar era difícil e que o comportamento tinha como motivação o stress financeiro, admitindo ter uma compulsão por compras.

Relatos de avaliação económica anexos ao processo indicam que alguns bens pessoais foram adquiridos com recurso ao dinheiro da empresa, incluindo mobiliário avaliado em 225 mil euros. A arguida disse que tais aquisições beneficiaram o casal, sem negar que a origem dos recursos permanecia questionável.

O processo envolve ainda o marido da arguida, que é respondido como cúmplice dos crimes. A defesa, segundo o tribunal, contesta parte da narrativa, enquanto o Ministério Público mantém a acusação de irregularidades continuadas que poderão configurar prejuízo significativo para as empresas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais