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Consultor de comunicação julgado por falsificação em concurso da Câmara de Coimbra

Consultor de comunicação julgado por falsificação de elementos numa candidatura da Câmara Municipal de Coimbra, em processo que corre no Tribunal de Coimbra

Câmara de Coimbra
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  • O consultor de comunicação José Manuel Diogo vai ser julgado por falsificação de documento num concurso público promovido pela Câmara Municipal de Coimbra para serviços de marketing destinados à captação de investimento.
  • O Ministério Público acusa Diogo de ter forjado elementos da candidatura e de ter elaborado testemunho falso para valorizar a proposta que o incluía, num contexto de convite da empresária Nirit Harel.
  • A proposta vencedora juntava Diogo e a empresária Nirit Harel; o contrato, celebrado em junho de dois mil e vinte e dois, tinha o valor de sessenta e sete mil e quinhentos euros e prazo de execução de seis meses.
  • O contrato acabou por ser executado apenas por Nirit Harel, com atrasos na prestação do serviço; a investigadora sugere que Diogo prometeu-lhe vinte mil euros caso vencesse.
  • O julgamento começa no dia vinte e cinco, às quatorze horas, no Tribunal de Coimbra, no seguimento de uma denúncia anónima de verão de dois mil e vinte e três.

O consultor de comunicação José Manuel Diogo vai ser julgado por falsificação de documento num concurso público promovido pela Câmara Municipal de Coimbra (CMC). O processo está nas mãos do Tribunal de Coimbra, com início do julgamento marcado para 25 de maio, às 14h00. O Ministério Público acusa Diogo de ter forjado documentos para a candidatura a serviços de marketing para captar investimento no concelho.

A acusação sustenta que a proposta vencedora do concurso juntava Diogo à empresária Nirit Harel, com assinatura em junho de 2022, durante a gestão liderada por José Manuel Silva. O contrato foi executado apenas por Harel, sofrendo diversos atrasos na prestação do serviço.

Segundo o MP, a empresária percebeu o conhecimento de Diogo sobre a cidade e convidou-o a colaborar, oferecendo alegadamente 20 mil euros caso o concurso vencesse. No decorrer da instrução, a PJ investiga se Diogo manipulou elementos para apoiar a candidatura.

Elementos enviados e alegadas falsificações

A instrução indica que Harel solicitou ao consultor os elementos necessários para a candidatura. O MP afirma que Diogo criou informações de campanha e um testemunho que não correspondiam à realidade, com o objetivo de valorizar a proposta.

A acusação sustenta ainda que Diogo fabricou um testemunho a afirmar ligação com a empresa FortifyData, para aumentar o valor da proposta. A empresária teria sido induzida em erro pelos documentos apresentados, segundo o MP.

Reações e contexto do contrato

A CP informou que o presidente da Câmara de Coimbra à época, José Manuel Silva, ficou surpreendido com a situação e esclareceu que a parceria entre Harel e Diogo já não existia. O contrato, de 67.500 euros, previa seis meses de execução, com conclusão apenas em janeiro de 2025.

Em 2025, a Lusa avançou que o contrato só foi considerado concluído em janeiro, sem esclarecer os resultados do serviço. O objetivo era promover o CoimbraTech Challenge, que ocorreu em setembro de 2025, já próximo das autárquicas.

Situação atual e pedidos de informação

A Lusa tentou obter declarações de José Manuel Diogo, sem sucesso. Já José Manuel Silva recusou comentar o caso. O julgamento, que deverá decorrer no Tribunal de Coimbra, está prestes a começar, com a documentação do MP a sustentar as imputações de falsificação.

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