- Uma equipa de peritos retomou as buscas pelos quatro mergulhadores italianos desaparecidos nas Maldivas, com o iate dos turistas a chegar a Malé.
- A Guarda Costeira das Maldivas iniciou mergulhos para recuperar os corpos, já que apenas o de Gianluca Benedetti, mergulhador profissional de Pádua, foi identificado até ao momento.
- O mau tempo de sexta-feira levou a uma suspensão temporária das operações de busca, enquanto oito mergulhadores maldivos se revezam na localização dos corpos.
- A procuradoria de Roma abriu um inquérito para apurar as causas do acidente e o cumprimento das normas de segurança, incluindo as limitações de profundidade para mergulho recreativo.
- As autoridades consideram várias hipóteses sobre a dinâmica do acidente, incluindo desorientação na gruta, possíveis gases tóxicos nas garrafas e a possibilidade de um mergulhador ficar preso durante o resgate.
Uma equipa de peritos recomeçou as buscas pelos quatro mergulhadores italianos desaparecidos nas Maldivas, após o acidente que ocorreu na quinta-feira. O iate com os demais turistas chegou a Malé, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano.
Segundo a Farnesina, o ministro Antonio Tajani está em contacto com o embaixador de Itália em Colombo e com a cônsul honorária em Malé, que seguem a bordo da unidadе de apoio Ghazee para acompanhar as operações de recuperação.
Na água, oito mergulhadores maldivos revezam-se nas operações. Os dois primeiros mergulhos localizaram o ponto de entrada da série de grutas onde desapareceram os italianos; os restantes devem descer em turnos para tentar localizar e retirar os corpos.
Até ao momento foi identificada apenas a corpo do mergulhador Gianluca Benedetti, de Pádua. As moreíveis condições climatéricas fortes obrigaram a suspender temporariamente as buscas por outros desaparecidos, entre eles uma professora universitária, a filha e dois investigadores.
Investigação em Roma e contexto de segurança
A procuradoria de Roma abriu um inquérito para esclarecer as causas do acidente e verificar o cumprimento das normas de segurança, lembrando que mergulhos recreativos nas Maldivas são permitidos até 30 metros. Autorizações especiais são requeridas para profundidades superiores.
O grupo saiu para mergulho de cerca de uma hora sem regresso nesse período, levando testemunhas a pedir intervenção da Unidade de Crise. As autoridades consideram várias hipóteses, incluindo desorientação na gruta, gases nas garrafas ou um possível incidente de um mergulhador ficar preso, agravando a situação.
Resta ainda esclarecer se foi utilizado o fio de Ariadne para garantir a subida ou se houve erro técnico na mistura de ar inicial. O Duke of York, o iate onde estavam alojados 25 turistas italianos, chegou recentemente a Malé.
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