- O livro ZOV, de Rui Manuel Amaral, questiona a pertença do livro ao género ao acrescentar um nível narrativo ao texto dramático.
- A obra explora a ideia de um “livro que abre o livro” e de um livro de segundo grau que se refere ao livro que se lê.
- O tom é de complexidade literária, recorrendo a múltiplos níveis narrativos até à exasperação como parte do jogo literário.
- O título ZOV é apresentado como estranho e será explicado ao longo da leitura.
- A peça propõe uma reflexão sobre a relação entre texto dramático e a sua representação textual.
O livro ZOV, de Rui Manuel Amaral, propõe um jogo literário centrado na sobreposição de planos narrativos. A obra abre com a expressão O livro abre, insinuando que o texto se refere a um livro dentro do próprio livro.
A proposta envolve o que se designa como livro de segundo grau, isto é, um nível adicional de leitura que se soma ao texto dramático. A ideia é que cada camada acrescente uma nova dimensão à narrativa, elevando o grau de abstracção.
Segundo o excerto, o título ZOV permanece por explicar ao longo da leitura, o que parece fazer parte da própria construção do enredo. O foco está em desmontar a relação entre autor, leitura e encenação.
O texto descreve ainda o efeito pretendido pela obra: acrescentar complexidade à forma e ao conteúdo, sem abandonar a clareza da linguagem utilizada. O objetivo é oferecer aos leitores outra forma de perceber o teatro através da ficção.
O artigo indica que o livro provoca uma “multiplicação de níveis” que leva a uma experiência de leitura mais exigente. O foco está na análise formal da obra e na forma como o texto encara a relação entre texto dramático e narrativa.
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