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Relação de Lisboa recusa tratamento a recluso perigoso

Tribunal recusa transferência de recluso perigoso para hospital prisional; Hugo Pereira continua em Monsanto após homicídio na Linhó

Hugo Pereira está detido na prisão de alta segurança de Monsanto, Lisboa
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  • O Tribunal da Relação de Lisboa recusou transferir Hugo Pereira, de 23 anos, condenado a oito anos por roubos, para o Hospital Prisão de Caxias.
  • Hugo Pereira matou, a 28 de fevereiro, um colega de cela na prisão do Linhó e encontra-se desde início de março na prisão de alta segurança de Monsanto, em Lisboa.
  • O requente já tem historial de agressões a guardas prisionais e de auto-mutilações; a defesa alegou “situação médica instável”.
  • O recurso do advogado, Pedro Pestana, questionou a opção de manter o recluso numa unidade de delinquência comum e pediu internamento médico prisional, decisão que foi rejeitada em primeira instância e na Relação.
  • O desembargador reconheceu que Hugo Pereira tem momentos de sanidade mental; o caso ainda gera preocupação sobre o apoio médico que o jovem necessita.

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) recusou, num acórdão recente, que Hugo Pereira, um jovem de 23 anos com diagnóstico de esquizofrenia, fosse transferido para o Hospital Prisão de Caxias, em Oeiras. O condenado a 8 anos por roubos assassinou, a 28 de fevereiro, um colega de cela na prisão do Linhó. Mantém-se, portanto, numa cadeia de formato normal.

Desde o início de março encontra-se na prisão de alta segurança de Monsanto, em Lisboa. A decisão dos Serviços Prisionais ocorreu após a detecção do homicídio em flagrante. O recluso tem ainda um historial de agressões a guardas prisionais e de auto-mutilações, como engolir pilhas.

Contexto e decisão

O pedido de internamento foi apresentado pelo advogado de Hugo Pereira, Pedro Pestana, que defendia o encaminhamento para uma unidade de saúde prisional. O recurso foi julgado em primeira instância e, posteriormente, na Relação de Lisboa, onde houve novo indeferimento, com o tribunal a referir momentos de sanidade no recluso.

Pedro Pestana afirmou ao CM estar preocupado com o futuro próximo do seu cliente e indicou que vai ponderar novo recurso da situação prisional. A defesa já analisa caminhos legais para contestar a decisão, caso haja espaço jurídico para tal.

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