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Maçonaria afirma que loja liderada por Eurico Castro Alves deve 9 mil euros

Grande Oriente Lusitano acusa a loja liderada por Eurico Castro Alves de dever mais de nove mil euros em quotas; dissidentes contestam a dívida

Eurico Castro Alves
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  • O Grande Oriente Lusitano (GOL) acusa a loja liderada pelo médico Eurico Castro Alves de lhe dever mais de nove mil euros em quotas de maçons.
  • A alegada dívida remete a setembro de 2025, quando quarenta membros da União Portucalense deixaram o GOL para a rival Grande Loja Legal de Portugal, por discordarem da admissão de mulheres.
  • O grupo dissidente sustenta que “a dívida não existe” e afirma que houve erro de contas.
  • Castro Alves enfrenta ainda outro caso, com pagamentos de mais de 178 mil euros entre 2021 e 2025 por operações feitas fora do horário de trabalho no Hospital de Santo António, no Porto, onde era diretor; a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde considerou esse pagamento irregular.
  • O médico contestou, dizendo que tudo foi feito com base na lei.

O Grande Oriente Lusitano (GOL) acusa a loja liderada pelo médico Eurico Castro Alves de dever mais de 9 mil euros em quotas de maçons. A denúncia consta de um decreto maçónico e foi publicada esta sexta-feira pelo jornal Sol. Os factos remontam a setembro de 2025, quando 40 membros da União Portucalense deixaram o GOL para se transferirem para a Grande Loja Legal de Portugal, por se oporem à admissão de mulheres.

O grupo dissidente sustenta que a dívida não existe e acusa o GOL de ter feito as contas de forma incorrecta. O movimento é encabeçado por um antigo coordenador do plano de emergência para a Saúde do governo de Luís Montenegro, segundo fontes citadas pelo Sol. A dissidência mudou-se para a nova obediência por divergências sobre políticas de inclusão.

Conforme já foi amplamente noticiado pelo CM, Castro Alves está envolvido noutra polémica financeira. Entre 2021 e 2025, terá recebido mais de 178 mil euros por operações extraprofissionais realizadas fora do horário de trabalho no serviço de Cirurgia do Hospital de Santo António, no Porto, onde era diretor. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde considerou esse pagamento irregular. O médico afirma que todas as operações foram realizadas dentro da lei.

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