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Europa avança na defesa com IA, quem lidera e quais os próximos passos

Alemanha e Ucrânia lançam o programa Brave Germany com cinco mil drones de ataque movidos a IA, sinal de rápida integração europeia na defesa

Euronews Next analisa como os países europeus estão a integrar a IA nas suas forças armadas
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  • Alemanha e Ucrânia lançaram o programa Brave Germany, com cerca de 5.000 drones de ataque de médio alcance equipados com IA, em cooperação entre Berlim e Kiev.
  • França, Alemanha e Reino Unido lideram a integração de IA nas forças europeias, com contratos significativos para acelerar capacidades de seleção de alvos e apoio à decisão; a Alemanha estabeleceu acordos com Helsing AI e Saab Germany, entre outros.
  • O Reino Unido anunciou o programa Asgard para uma rede digital de reconhecimento e ataque, e criou uma parceria estratégica com a Palantir, com investimento de até 1,5 mil milhões de libras para IA militar.
  • A União Europeia está a financiar projetos de IA no setor de defesa através do Fundo Europeu de Defesa, incluindo desenvolvimento de um modelo de linguagem de grande dimensão, uma ferramenta de IA soberana e um sistema de artilharia baseado em IA.
  • No terreno da Ucrânia, destaca-se o sistema Delta, plataforma de gestão do campo de batalha suportada por IA, além de uso de munições vagantes; a Ucrânia também colabora com Palantir em projetos de IA para defesa e para facilitar a análise de dados de combate.

As forças armadas europeias aceleram a integração da inteligência artificial (IA) nas suas capacidades de defesa, passando da fase de testes para aplicações mais amplas. O foco está em sistemas de IA aplicados a decisões e a armas, com especial atenção a meios de vigilância, planeamento e controlo de operações.

Na Alemanha e na Ucrânia surge o programa Brave Germany, lançado numa iniciativa conjunta que prevê cerca de 5 000 drones de ataque de médio alcance equipados com IA. O objetivo é ampliar capacidades de resposta rápida no terreno, mantendo supervisão humana sobre as decisões críticas.

A parceria entre Berlim e Kiev demonstra o destaque dado aos acordos entre países europeus para acelerar a adoção de IA no arsenal. Outros projetos e contratos aparecem pela Europa, refletindo uma corrente de investimento em IA para gestão de campo de batalha, planeamento operacional e tático.

Segundo especialistas, a Europa já usa IA há uma década para gestão de recursos humanos, logística e manutenção. Hoje, a ênfase está em armas semiautónomas com controlo humano, bem como em sistemas de apoio à decisão que ajudam a interpretar grandes volumes de dados.

França, Alemanha e Reino Unido lideram o processo na Europa, tendo assinado contratos relevantes com empresas de IA para acelerar a integração de funcionalidades de seleção de alvos e automação assistida. A França destaca-se pela aposta em sistemas militares de IA soberanos.

O programa francês Mistral, por exemplo, permite que as forças armadas utilizem modelos e serviços de IA desenvolvidos por uma empresa nacional, fortalecendo a autonomia tecnológica. A Europa também financia projetos através do Fundo Europeu de Defesa para desenvolver soluções como modelos de linguagem e sistemas de artilharia baseados em IA.

O Reino Unido avançou com programas como Asgard, que visa melhorar a tomada de decisão através de uma rede de sensores, ferramentas de apoio e armamento. Também firmou uma parceria com a Palantir para investir até 1,5 mil milhões de libras em IA aplicada à defesa.

A Ucrânia tem um papel activo na demonstração de utilização prática da IA em combate. O sistema Delta, desenvolvido em cooperação com a NATO, integra dados de terreno, radares, mapas e satélite para apoiar decisões. Munições com navegação dirigida por IA são testadas sob supervisão humana.

Além disso, a Ucrânia participa no programa Brave1 Dataroom com a Palantir, que usa dados de combate para treinar modelos de IA. A Comissão Europeia lançou iniciativas para testar IA em aplicações de ciberdefesa e de gestão de operações com drones enjambre.

Especialistas destacam que a automatização de cadeias de decisão e o aumento da resiliência operacional dependem da velocidade de implementação. Há preocupação com o equilíbrio entre autonomia técnica e supervisão humana em contextos de combate.

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