- O Estado comprou o quadro “Os Bêbados” de José Malhoa por 400 mil euros para o Museu do Abade de Baçal, em Bragança.
- A aquisição insere-se num lote de 16 peças adquiridas pela Comissão para a Aquisição de Bens Culturais para os Museus e Palácios Nacionais, num total de perto de 650 mil euros.
- A Comissão é composta pelo presidente do conselho de administração da Museus e Monumentos de Portugal e pelos diretores de vários museus nacionais, incluindo o Museu Nacional de Arte Antiga e o Museu do Abade de Baçal.
- “Os Bêbados” foi pintado em 1912 e faz parte de uma série sobre as consequências do vício; já integrou coleções de Azeredo Perdigão e foi leiloado em 2011.
- O destino da obra no Museu do Abade de Baçal decorre de deliberação unânime da Comissão para a Aquisição de Bens Culturais.
O Estado adquiriu no ano passado o quadro intitulado Os Bêbados, de José Malhoa, por 400 mil euros, para integrar o Museu do Abade de Baçal, em Bragança. A aquisição foi anunciada esta sexta-feira pela Museus e Monumentos de Portugal (MMP).
A obra integra um conjunto de 16 peças adquiridas por proposta da Comissão para a Aquisição de Bens Culturais para os Museus e Palácios Nacionais, num montante total de perto de 650 mil euros. A comissão é composta pelos responsáveis máximos da MMP e diretores de museus nacionais.
A lista de compras, apresentada pela MMP, inclui ainda uma natureza morta de Henrique Pousão para o Museu Nacional de Soares dos Reis, uma gravura Descida da Cruz de Domingos Sequeira para o mesmo museu, três pinturas de Carlos Botelho e duas de Bertina Lopes para o Museu Nacional de Arte Contemporânea, e um painel de azulejos para o Museu Nacional do Azulejo.
Composição e finalidade da aquisição
A Comissão para a Aquisição de Bens Culturais para os Museus e Palácios Nacionais é responsável por propor a incorporação de bens de excecional relevância patrimonial. O objetivo é fortalecer as coleções nacionais, mediante análise de propostas apresentadas pelos diretores dos museus sob gestão da MMP.
A peça Os Bêbados, também conhecida como Festejando o São Martinho, data de 1912 e resulta de uma série de Malhoa sobre as consequências do vício e do excesso. Em 2011, a obra já integrava uma coleção ligada ao acervo privado de José de Azeredo Perdigão, segundo informações da leiloeira Cabral Moncada.
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