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Calor extremo ameaça saúde e desempenho dos jogadores no Mundial, diz relatório

Calor extremo pode afectar saúde e desempenho de jogadores no Mundial 2026, com risco em estádios e necessidade de medidas de segurança

Vista geral do Kansas City Stadium, segunda-feira, 11 de maio de 2026, antes dos jogos do Mundial de futebol de 2026 em Kansas City, Missouri
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  • O relatório da World Weather Attribution alerta para calor extremo no Mundial 2026, com risco aumentado para jogadores e adeptos em várias cidades da América do Norte.
  • Espera-se que cerca de um quarto dos jogos ultrapasse WBGT de 26°C, o que aumenta o stress térmico e pode afetar o desempenho desportivo.
  • Forçaram-se medidas como pausas de hidratação de três minutos a meio de cada parte, mas o relatório avisa que ainda há jogos com temperaturas perigosas.
  • Vários estádios, incluindo MetLife Stadium, Miami Stadium, Kansas City e Dallas, estão identificados como de maior risco, mesmo com horários de início mais tardios.
  • A Organização World Weather Attribution conclui que, sem ações de adaptação e redução de combustíveis fósseis, o calor extremo pode tornar-se comum em Mundiais de verão no hemisfério norte.

O calor extremo ameaça a saúde e o desempenho dos jogadores durante o Mundial de 2026, segundo um relatório da World Weather Attribution (WWA). O estudo alerta para riscos crescentes com as alterações climáticas, apontando que a competição terá locais em 16 cidades no Canadá, EUA e México.

Os cientistas verificam que o verão na América do Norte deverá apresentar temperaturas elevadas em várias áreas, aumentando a necessidade de medidas de segurança para atletas e fãs. O relatório observa uma dispersão geográfica que pode complicar a adaptação aos diferentes climas.

A WWA aponta que o risco de calor extremo duplicou em alguns estádios desde 1994. As autoridades criaram pausas de hidratação de três minutos em cada tempo, mas o alerta permanece para várias partidas, especialmente em áreas com maior exposição ao calor.

Calor e impacto no jogo

Cerca de um quarto dos encontros pode ter WBGT acima de 26°C, elevando o stress térmico. Este índice considera temperatura, humidade, vento e radiação solar para avaliar o esforço corporal necessário durante o jogo.

O WBGT acima de 26°C indica risco moderado a elevado de calor, com possível queda de rendimento dos jogadores. Especialistas destacam a importância de pausas, hidratação e adaptação de horários.

Alguns estádios com maior probabilidade de calor extremo são o MetLife Stadium, em Nova Iorque, e o Miami Stadium. O risco aumenta mesmo com horários de início mais tardios, segundo a WWA.

Localizações com maior risco

O Kansas City, onde se joga um jogo dos quartos de final, apresenta menor probabilidade de ultrapassar 28°C, ainda assim o estádio permanece em foco de preocupação. Em Dallas, o AT&T Stadium tem probabilidade elevada de ultrapassar o limiar, com público ao ar livre.

A Filadélfia também é citada como local de risco, apresentando várias partidas da fase de grupos. Ao todo, a organização identifica áreas com maior probabilidade de calor perigoso para espetadores e atletas.

Implicações e apelo da organização

Se as temperaturas globais continuarem a subir, o Mundial pode exigir ajustes adicionais para manter a segurança. A WWA defende ações rápidas de adaptação, incluindo maior acesso ao ar condicionado e redução de emissões de combustíveis fósseis.

A Dra. Friederike Otto frisa que as alterações climáticas já afetam a viabilidade de Mundiais no verão do hemisfério norte. O relatório reforça a necessidade de medidas urgentes por parte da FIFA e dos organizadores para mitigar riscos.

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