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Turismo sustentável, nova aposta da Grécia com Santorini

Medidas para turismo sustentável limitam a cem camas de hotéis novos em zonas de elevada pressão turística, com restrições de construção e proteção costeira na Grécia

Ilha grega de Santorini sofre com excesso de visitantes e está a ser alvo de atenções especiais
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  • A Grécia anunciou medidas para tornar o turismo mais sustentável, incluindo a proibição de novos hotéis com mais de cem camas em zonas muito sobrelotadas.
  • O plano de ordenamento, apresentado pelos ministros do Turismo e do Ambiente, classifica as zonas turísticas por saturação e dimensão, com foco especial nas ilhas.
  • Rodes, Cos, Mykonos e Santorini — que tem treze por cento da superfície apenas — ficarão limitados a cem camas por hotéis de nova construção em áreas com maior pressão turística.
  • Nas ilhas mais pequenas, com menos de duas centenas de quilómetros quadrados, haverá proteção de paisagem e regras mais rígidas sobre construção e capacidade hoteleira; não serão permitidas novas edificações a menos de vinte e cinco metros da linha de costa, salvo uso público.
  • O novo sistema divide as zonas em cinco categorias, cada uma com regulamentações específicas, para responder a diferentes níveis de desenvolvimento e proteção de ecossistemas; no ano passado, a Grécia recebeu quarenta e três milhões de chegadas de turistas.

A Grécia anunciou medidas para tornar o turismo mais sustentável, incluindo a limitação de camas hoteleiras nas zonas mais sobrelotadas. A medida visa reduzir pressão turística e ordenar o crescimento do setor.

Segundo o Kathimerini, citado pela agência EFE, os ministros do Turismo, Olga Kefalogianni, e do Ambiente, Stavros Papastavrou, apresentaram um plano de ordenamento que classifica as áreas com base na saturação e na dimensão, especialmente nas ilhas.

Medidas e Aplicação

Ilhas como Rodes, Cos, Mykonos e Santorini, que têm superfícies muito pequenas, vão limitar a 100 camas o número de camas que hotéis de nova construção poderão oferecer. A ideia é conter o crescimento desordenado.

O plano aplica-se principalmente às zonas com maior pressão turística; ilhas menores com menos de 2500 km² terão proteção de paisagem e regras mais estritas para construção e capacidade hoteleira.

Não serão permitidas novas construções a menos de 25 metros da linha de costa, exceto para uso público. O plano também segmenta as zonas em cinco categorias, definindo regras conforme o nível de pressão.

Nas áreas mais desenvolvidas, será definido um mínimo de área de terreno por hotel para evitar expansões infundadas em território. A Grécia recebeu cerca de 10 milhões de habitantes e registou 43 milhões de chegadas de turistas no ano passado.

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