- Os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia rejeitaram a proposta do Presidente russo, Vladimir Putin, de ter Gehrard Schröder como mediador nas negociações sobre a guerra na Ucrânia.
- Putin sugeriu Schröder, antigo chanceler alemão, que depois trabalhou para a Nord Stream e a Gazprom, como garantia de abertura às negociações.
- Os ministros consideraram a sugestão descabida, alegando que Schröder não tem credibilidade para desempenhar esse papel.
- A posição foi comunicada pelos representantes dos estados-membros, enfatizando que a nomeação não depende de Putin nem de terceiros externos.
O Presidente russo, Vladimir Putin, lançou uma proposta para incluir um representante da União Europeia nas negociações sobre o fim da guerra na Ucrânia. A sugestão apontava para o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder como mediador.
Na reação inicial, nenhum dos 27 ministros dos Negócios Estrangeiros da UE considerou Schröder credível para desempenhar esse papel. A posição foi reforçada por uma leitura comum entre os parceiros europeus.
A ideia foi rejeitada com base em ligações do ex-chanceler a empresas ligadas ao gás natural, nomeadamente Nord Stream e Gazprom, o que levantou questões sobre a independência do mediador. Rangel descreveu a proposta como descabida.
Reação entre os ministros
Os ministros defenderam que a credibilidade de um mediador não pode ficar dependente de vínculos com interesses energéticos. A reunião feita na UE indicou que a escolha de Schröder não atende aos critérios de imparcialidade exigidos para o formato de negociações. A posição comum visa manter o foco em soluções multilaterais e estáveis.
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