- Não há cessar-fogo e os combates continuam na frente de guerra, segundo relatos ucranianos.
- Em Dnipro, chegam ao hospital cerca de 100 feridos por dia; já passaram pela unidade mais de 56 mil soldados tratados.
- O hospital, que tinha 1.100 camas antes da guerra, já funciona com 1.700 camas disponíveis. Amostras de ferimentos sugerem que 12 mil pessoas foram amputadas.
- Dnipro é um ponto estratégico, com indústria e fábricas no subsolo; na cidade há cerca de 250 mil refugiados, chegando a meio milhão na região.
- Um grupo de viúvas e órfãos de Dnipro viaja para Portugal, organizado pela associação helpua.pt, com cerca de 30 pessoas para ficar em Ourém; a embaixadora Teresa Leal Coelho fala em dias de descanso e tranquilidade em Portugal.
O Hospital de Dnipro, na zona Leste da Ucrânia, continua a receber feridos num cenário de combate ativo. Não há cessar-fogo e os confrontos permanecem na linha da frente, com uma média diária de 100 feridos admitidos no serviço de urgência. Ao todo, já foram tratados mais de 56 mil soldados.
A fachada do hospital está coberta por andaimes, resultado de um ataque russo. O diretor clínico revela que cerca de 12 mil pessoas foram amputadas ao longo do conflito, número que pode incluir múltiplas amputações por doente. Vítimas civis, principalmente mulheres e mães, têm ocupado as camas, que hoje perfazem 1700, comparando com as 1100 anteriores ao início da guerra. O cenário é descrito como complexo, com ferimentos visíveis e casos graves, incluindo crianças.
Anna, que trabalha num museu dedicado ao conflito, comenta que não existe qualquer cessar-fogo e que os combates continuam na frente. Os avisos de ataque são frequentes na cidade. Em Dnipro, estima-se que haja cerca de 250 mil refugiados de outras zonas do país, com o total regional a alcançar perto de meio milhão.
Nesta segunda-feira, parte da população sai de Dnipro rumo a Portugal. A associação portuguesa helpua.pt deslocou-se à cidade para viabilizar o transporte de cerca de 30 pessoas, que ficarão em Ourém. A embaixadora Teresa Leal Coelho descreve o gesto como uma oportunidade de descanso. Um dos jovens acompanhados pela comitiva terá dito que Portugal é visto como um lugar de silêncio, onde é possível dormir sem alarmes.
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