- O Chega apresentou na Assembleia da República um projeto para formar uma comissão parlamentar de inquérito sobre a Operação Influencer, centrada na intervenção de António Costa nos projetos de lítio, hidrogénio e data center em Sines.
- A formação da CPI depende de maioria na Assembleia; sem essa maioria, poderá avançar apenas a partir de setembro.
- O partido sustenta que as escutas reveladas pela TVI/CNN Portugal mostram Costa a falar com Diogo Lacerda Machado sobre o data center de Sines, contrariando a sua versão anterior.
- Pretendem apurar a extensão da intervenção de Costa nestes processos, incluindo os projetos Start Campus em Sines, e a atuação de outros titulares de cargos públicos.
- O Chega critica a atuação da Justiça, defendendo que procuradores investigam o caso a tempo parcial e pedindo avaliação de legalidade, responsabilidade e medidas cabíveis.
O Chega formalizou na Assembleia da República um projecto de comissão parlamentar de inquérito CPI sobre a Operação Influencer. O objetivo é escrutinar a intervenção de António Costa nos negócios de lítio, hidrogénio e demais ativos ligados ao data center de Sines. A iniciativa surge após a divulgação de escutas que tinham estado em segredo de justiça.
O partido liderado por André Ventura sustenta que as escutas mostram Costa a falar com Diogo Lacerda Machado sobre o data center de Sines e sobre o projeto Start Campus, antes do Natal de 2022. O Chega afirma que estas informações revelam mentiras do ex-primeiro-ministro e alegações de interferência em várias áreas políticas.
Objeto e âmbito da CPI
A comissão proposta visa aferir a extensão da intervenção de Costa nos processos de exploração de lítio nas minas do Romano, Montalegre, e do Barroso, bem como no projeto de produção de energia a partir de hidrogénio em Sines. Inclui ainda o data center desenvolvido pela Start Campus na Zona Industrial e Logística de Sines.
O Chega pretende apurar a natureza e a extensão da intervenção de membros do executivo de Costa e de outros titulares de cargos políticos. O objetivo é avaliar a legalidade dos atos e responsabilizações cabíveis, bem como tomar providências adequadas.
Condições processuais
Segundo o partido, as escutas revelam que a investigação envolve suspeitas de corrupção em altas esferas da Administração pública. O Chega critica a Justiça, apontando que procuradores trabalham em regime part time, somando este caso a outros processos.
Caso a maioria da Assembleia não aprove a CPI já nesta legislatura, a comissão poderá avançar de forma potestativa em setembro, fonte próxima do partido indicou ao PÚBLICO. André Ventura já indicou que poderá manter essa linha de ação.
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