- O presidente da Junta de Freguesia de Vila do Conde, Isaac Braga, é suspeito de usar dinheiros públicos em benefício próprio, com gastos em tabaco, restaurantes, supermercado, roupas de marca e perfumes, entre outros itens, além de levantamentos não explicados.
- A RTP teve acesso a extratos da conta da Junta entre abril de 2024 e outubro de 2025, indicando gastos com tabaco (9.967,83 €), restaurantes (8.827,58 €) e levantamentos de 115.770 €, sem justificação.
- Houve transferências por MB Way para a mulher (1.400 €) e para o próprio dirigente (1.500 €).
- Dois dias antes, o próprio Braga publicou uma fotografia num restaurante mexicano com a família, um dia a seguir à denúncia pública dos gastos.
- O caso levou o PS a votar contra as contas de 2025 e a exigir esclarecimentos; o PS distrital declarou uma quebra de confiança política, e pode haver consequências legais se os factos se confirmarem.
O presidente da Junta de Freguesia de Vila do Conde, Isaac Braga, é suspeito de desviar dinheiros públicos para benefício próprio. A denúncia envolve gastos significativos em tabaco, restaurantes, hotéis, vestuário, perfumes e levantamentos sem explicação.
Segundo informações, os valores incluem quase 10 mil euros em tabaco, 8,8 mil euros em restaurantes, 1,4 mil euros em compras no supermercado e 115 mil euros em levantamentos indiscriminados. Há também transferências por MB Way para a esposa.
A investigação ganhou impulso após a assembleia de 29 de abril de 2026, quando o PS absteve-se na votação das contas de 2025, abrindo caminho ao chumbo pela coligação PSD/CDS e pelo Chega. Isaac Braga diz sentir-se apanhado de surpresa.
A RTP revelou, na sexta-feira, extratos da conta da Junta entre 2024 e 2025, com os montantes citados acima e transferências pessoais. A distrital do PS exigiu esclarecimentos e reforçou a necessidade de transparência.
Reação e perspectiva institucional
O PS de Vila do Conde defendeu a abstenção como voto responsável e pediu explicações. A distrital do PS afirmou que há quebra de confiança política que deverá ser avaliada com base nos princípios de responsabilidade e transparência.
Isaac Braga afirmou estar tranquilo e prometeu fornecer explicações. A distrital do PS indicou que, se as denúncias se confirmarem, serão tomadas as medidas adequadas, incluindo possíveis consequências institucionais.
Se comprovado, o crime de peculato pode implicar perda de mandato. A investigação continua em curso, com a expectativa de esclarecimentos adicionais pelas autoridades competentes.
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