- O Júri Nacional de Eleições do Peru pediu uma auditoria informática abrangente aos resultados das eleições de 12 de abril para reforçar a credibilidade do processo.
- O objetivo é contar com o apoio de uma comissão de académicos nacionais e internacionais, assegurando transparência, integridade e fiabilidade dos resultados.
- Com 97,5 por cento dos boletins apurados, ainda não está definido o adversário da candidata Keiko Fujimori na segunda volta, marcada para junho.
- O congressista de esquerda Roberto Sánchez e o ultraconservador Rafael López Aliaga mantêm-se empatados pelo segundo lugar, separados por cerca de 28 mil votos, com mais de um milhão de boletins sob revisão.
- O JNE afirmou que a auditoria não interromperia a revisão dos votos contestados; as eleições geraram controvérsia e levou à demissão de Piero Corvetto em 21 de abril, com os resultados finais esperados até 15 de maio.
O Júri Nacional de Eleições do Peru (JNE) pediu uma auditoria informática abrangente aos resultados das eleições gerais de 12 de Abril, para reforçar a credibilidade do processo. A solicitação foi comunicada no sábado e aponta para uma verificação técnica independente.
Com 97,5% dos boletins apurados, ainda não há adversário claro para enfrentar a candidata conservadora Keiko Fujimori na segunda volta, marcada para Junho. A apuração permanece incompleta e o fim da contagem depende dos votos contestados.
Roberto Sánchez, congressista de esquerda, e Rafael López Aliaga, ultraconservador, disputam o segundo lugar, separados por cerca de 28 mil votos. Actas contestadas de mais de um milhão de boletins estão a ser revistas para determinar o resultado final.
Audição independente e objetivos
O JNE quer uma comissão de académicos nacionais e internacionais para acompanhar a auditoria, visando reforçar a transparência, integridade e fiabilidade dos resultados. O objetivo é validar tecnicamente cada etapa do processamento eleitoral.
Um porta-voz do JNE afirmou que a auditoria não interrompe a revisão dos votos contestados. A instituição enfatizou que a medida eleva padrões de controlo, verificação e rastreabilidade dos sistemas informáticos.
A polémica eleitoral já gerou demissões no órgão eleitoral. Em 21 de Abril, o chefe da autoridade eleitoral, Piero Corvetto, demitiu-se face à pressão por esclarecimentos, mantendo, porém, a posição de que não houve irregularidades.
Observadores da União Europeia, que acompanharam o processo, concluíram em Abril que não houve provas de fraude. Os responsáveis do JNE indicaram que os resultados finais devem ser anunciados até 15 de Maio.
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