- António recebeu a medalha comemorativa das Campanhas Angola.
- Consta que atravessou o rio com o corpo do camarada às costas, numa altura em que estavam a construir a ponte do Luica e foram atacados.
- Assentou praça em 1959, na primeira companhia de saúde em Lisboa, e depois tirou o curso de ajudante de enfermeiro no Porto; fez estágio no Hospital da Estrela e, em 1961, foi para Angola integrado no Batalhão 96, Companhia 103.
- Chegou a Luanda a 14 de maio; houve grande festa de receção, com a perceção de que eram os que iam salvar vidas.
- O caso enquadra-se no contexto das Campanhas Angola, com a medalha comemorativa atribuída ao veterano.
António recebeu a medalha comemorativa das Campanhas Angola, associada à sua participação durante a independência de Angola. O reconhecimento surge numa cerimónia dedicada aos veteranos que marcaram as operações no território entre 1961 e a década de 1970.
O militar descreveu o episódio de um ataque durante a construção da ponte do Luica, quando, segundo o relato, atravessou o rio transportando o corpo de um camarada às costas. O relato foi partilhado como parte do testemunho na cerimónia de homenageamento.
António ingressou na vida militar em 1959, no primeiro grupo da Companhia de Saúde em Lisboa, na Graça. Seguiu para o Porto para tirar o curso de ajudante de enfermeiro, realizou estágio no Hospital da Estrela e foi colocado em Angola em 1961, integrado no Batalhão 96, Companhia 103.
Chegou a Luanda a 14 de maio. Ao chegar, as populações locais receberam a guarnição com grande festa, segundo o testemunho do veterano. A receção refletiu a expectativa de salvamento e apoio médico por parte das forças portuguesas.
A cerimónia de homenagem destaca o papel dos militares em Angola durante o período de conflito e reconhece a dedicação dos profissionais de saúde que acompanharam operações militares naquela era.
Entre na conversa da comunidade